Carta escrita por médico falecido no último final de semana mostra pedido de ajuda

Carta escrita por médico falecido no último final de semana mostra pedido de ajuda

19/06/2017 às 15:30 Vista: 1260 Vez(es)

No último domingo o médico e ex-professor universitário, Waldir Pedrosa Amorim de 68 anos faleceu ao cair do prédio em que vivia no bairro do Cabo Branco, em João Pessoa. Antes de falecer Waldir escreveu uma carta direcionada à delegada do idoso onde pedia uma maior atenção à casos envolvendo homens idosos e relatava toda sua experiência recente. Na carta é possível ver que o médico se encontrava atormentado pelo problema passava e incomodado com tratamento que vinha recebendo da justiça. Em alguns trechos de sua carta Waldir se descreve como um homem frágil, leia a carta completa abaixo:

Dra. MM. Vera Delegada do Idoso, defendam o idoso e filtrem a Delegacia da Mulher, que recebe casos sem filtro de toda a parte feminina. Sou vítima de um destes, minha consciência e rigidez, me fará pagar com a vida, com minha consciência, e com a idoneidade que sempre tive, assumi, adjunto ao profissionalismo diante da comunidade de toda a Paraíba e do Brasil. Foram longos anos de probidade e um legado humano e médico em favor dos meus clientes de qualquer parte.

Tive filhos, ex-esposa e agregados em favor da ética . Esta TRADUZ-SE , nos meus filhos, ex-esposa e agregados.Nunca visamos o lucro de qualquer espécie, senão, tratar o ser humano como tal, com proficiência e integridade. Vejo-me diante de um quadro Kafkiano, as 1ªs prerrogativas de agressão à mulher, são falhas, no sentido de que; não agredi, defendi-me o quão levemente de uma ação coercitiva, da mulher Tatianne Mendes Lomonaco, com a qual tivera um relacionamento amoroso, fugaz, pois havia terminado.

Esta Tatianne que não desejava considerar-me namorado, mas, marido, união estável, o que lá lhe aprouvesse, desde o início . Não percebi a artimanha a bom tempo; senão, com o passar das rusgas e da minha fragilidade. Sim, nós homens, e especialmente idosos, somos frágeis e vulneráveis. Minha 1ª atitude frente a encher-me de “bens que não eram meus comuns ”foi devolver-lhe através de meu filho.

Passei por muitas provas confusas na relação. A 1ª foi de pensá-la como uma mulher desequilibrada, e constatar com sua dita psicoterapeuta, e esta dizer que há mais de um ano, não era sua terapeuta. Médicos preferem às vezes compreender situações antes de julga-las. Pensei na sua relação com um pai alcoolista e sua fixação em mim como indivíduo idealizado, por ter-me conhecido, sem que a percebesse, como o médico do seu ex-sogro, nominado e notável médico gineco-obstetra.

Foram-se anos, em que me assediava no consultório ou, através do aplicativo Messenger e outras incursões como; dizer que gostava de cravo (música renascentista) e deixar-me um DVD do filme Amadeus, sobre Mozart. Culminou com ir ao meu consultório e pedir-me para fazer sexo consigo no próprio consultório. Na minha vida de clinico, nunca assenti ceder ao assédio de pacientes e congeneres. Para mim uma questão ética.Mesmo ela, nunca havido sido minha paciente, mas, ex-esposa de um aluno meu, a quem o pai fora meu paciente numa difícil situação. Os assédios eletrônicos não pararam. Num determinado ano e dia de rompimento de minha relação conjugal, assenti em encontrar-me com ela num motel. Daí em diante, minha vida transtornou-se, com esta querendo considerar-se minha mulher.

Enchendo meu kit-net de roupas e utensílios. e eu os devolvendo como já referi. Me aprontou todas. Escândalos, quebra de objetos de arte, quebra de meu computador iMac, enterrar minhas chaves do carro num vaso de plantas, entre outras agressões verbais e físicas. Minha fragilidade humana, me fez suportar denúncias descabidas na delegacia da mulher, quando de fato, ela era o agente coator e provocador. Valendo-se de possuir tez muito branca e sensível a hematomas, me processou e fez análise de corpo de delito, como sendo eu o provocador e, vejam, alguns dias após o supostamente acontecido.

Nesta segunda vez (agora), graciosamente, ligou para a delegacia e fomos conduzidos à delegacia da mulher sem que qualquer fato ocorresse de minha parte – fato presenciado pelos policiais civis e por minha diarista: Cláudiana Firrmino da Silva, arrolada por mim como testemunha, mesmo sendo uma pessoa por ela indicada para o este ofício.

O que antes houvera de anormal fora discutir sobre um pacto pré- nupcial por escrito, já que falava mundos e fundos da sua riqueza e eu acostava-me em minha condição de aposentado, trabalhando dignamente para sobreviver, no único ofício que bem desempenho que é a medicina clínica.

Desde que a Delegacia da Mulher em seus legítimos preceitos, me impôs afastar-me do apartamento que aluguei e pago com meus parcos vencimentos, não comuniquei-me com a Tatianne; ao contrário venho recebendo constantes chamadas telefônicas e por WhatsApp. Venho recebendo mensagens provocativas de cunho sexual e outros. Acho-me no mínimo constrangido e desrespeitado, vítima de um golpe de uma mulher específica, contra o ser humano e idoso que sou, sem nunca haver tido um olhar e prática discriminativa contra a mulher, ou quem quer que seja em toda a minha vida.

Tenho 68 anos e farei 69 em novembro com muito orgulho, de ser uma pessoa pacata, sem antecedentes criminais e devotada em meu ofício de médico e professor de medicina, e especialmente aos meus clientes públicos ou privados, ao ser humano em sua integralidade.

Considero-me vítima de um golpe, que atenta contra a dignidade humana. Compareci a todos os julgamentos oriundos da primeira intimação.

Resisto e acuso a pessoa de Tatianne Mendes Lomonaco, por apossar-se de meus bens e moradia para tal fins, numa atitude peremptória de tirar proveito pessoal.

Minha vida não me pertence, mas, a responsabilizo diante de tudo o que desta restar, em termos de coerção, provocação e atos moral e psicologicamente ilícitos contra a minha pessoa.

Assim como, responsabilizo sua família, conivente com o mal-estar social que os seus agressores provocam em seus ditos e acatados “descontroles pessoais”. Mante-los distante ou a mercê de alguém, é além de um ato de desamor de irresponsabilidade. Tatianne Mendes Lomonaco, justificou-me as últimas agressões que me fez, por encontrar-se drogada.

Toda a sua família é consciente do fato e da pessoa que ela representa no plano psico-familiar e social.

Sua mãe e sua cunhada estiveram no meu apartamento e não são inocentes quanto a condição de Tatianne Mendes Lomonaco. Eu certamente fui o último a ter consciência e a iludir-me em ajudá-la. Talvez hoje eu perca a vida, mas que outros não a percam em suas fragilidades.

Waldir Pedrosa Dias de Amorim, João Pessoa 18/06/2017

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