Agência Minas Gerais | Forças de Segurança de Minas mantém buscas e apoiam a população na Zona da Mata

O Governo de Minas, por meio das Forças de Segurança Pública Estadual, segue com os trabalhos de buscas por vítimas e entrega de ajuda humanitária à população das cidades de Juiz de Fora e Ubá, na Zona da Mata mineira.

Em coletiva de imprensa realizada na tarde deste sábado (28/2), representantes dos órgãos atualizaram às informações sobre a tragédia, orientaram a população e destacaram o empenho do governo estadual em prol dos mineiros que vivem na região.

“Esta é uma das maiores operações em situação de desastre no estado de Minas Gerais. E já pode ser observado que, em menos de uma semana, temos praticamente todos os corpos recuperados. Estamos também com um volume muito grande de ajuda humanitária sendo recebida pelo Estado e sendo entregue aos municípios por capacidade e capilaridade de cada um dos órgãos de segurança envolvidos”, disse coordenador estadual adjunto da Defesa Civil de Minas Gerais, tenente-coronel Wenderson Duarte Marcelino.

“Então, onde não tinha bombeiro, a Polícia Militar atendeu. Onde tinha bombeiro e Polícia Militar, houve trabalho conjunto. Além disso, a Polícia Civil tem feito um trabalho hercúleo para acelerar ao máximo a identificação das vítimas. Permaneceremos todos trabalhando em conjunto para que a gente consiga resolver essa situação o mais rápido possível”, acrescentou.

Ainda de acordo com o coordenador adjunto, nas últimas 24 horas, houve uma redução nos índices de chuva em Juiz de Fora, tendência que pode permanecer nos próximos dias, com os maiores volumes sendo direcionados, agora, para as regiões Leste e Nordeste de Minas. No entanto, ele ressalta que a população deve permanecer em alerta e não voltar para os imóveis desocupados por conta do terreno instável.

“Ao longo dos próximos dias, em que pese nós não termos chuvas, as áreas de risco necessitam permanecer evacuadas e isoladas. Temos os morros da cidade ainda encharcados e fraturados. Assim, é muito importante que a população entenda que o risco permanece”, aconselha.

Buscas

Militares do Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais (CBMMG) permanecem nas buscas por desaparecidos nos dois municípios. A operação já ultrapassa 120 horas e conta com reforços da corporação.

“A equipe permanece em Juiz de Fora e em toda a região. Aumentamos o reforço em Ubá, temos equipes desde antes de ontem em Cataguases, estamos com equipes disponíveis que podem ser espalhadas pela Zona da Mata, em nossos quartéis, para as cidades que precisam, para dar uma resposta mais efetiva”, afirmou o comandante do 3º Comando Operacional de Bombeiros, coronel Joselito Oliveira de Paula.

Já o chefe do 4º Departamento de Polícia Civil em Juiz de Fora, delegado-geral Eurico da Cunha Neto, atualizou o número de vítimas e os trabalhos de identificação realizados pela instituição na Zona da Mata.

“Durante estes cinco dias, a Polícia Civil vem fazendo um trabalho integrado com os demais órgãos das Forças de Segurança em busca de dar uma efetividade maior para essas famílias. Foram registrados 70 óbitos, dos quis 64 foram em Juiz de Fora e seis em Ubá. Três corpos estão no Instituto Médico Legal (IML) aguardando liberação e os outros 61 já foram liberados para as famílias para o momento de despedida”, detalhou.

Segurança e apoio para recomeçar

Ainda segundo a última atualização do Sistema de Comando em Operações, Juiz de Fora contabiliza mais de 8 mil desalojados (pessoas deslocadas para as casas de parentes ou amigos, como resultado de efeitos diretos dos desastres) e 535 desabrigados (pessoas que necessitam de abrigo público como habitação temporária, após danos ou ameaça de danos em suas casas). Já em Ubá, são 732 desalojados e 26 desabrigados.

Para garantir a integridade dos imóveis desocupados e a segurança da população vulnerável, a Polícia Militar mantém um grande efetivo nos municípios afetados.

“Continuamos com o patrulhamento ordinário nas ruas e com o serviço de tele atendimento para o registro de ocorrências, em prol de manter a ordem e segurança de todos os moradores da região”, destacou o Comandante da 4ª Região de Polícia Militar, coronel Lúcio Ferreira da Silva Neto.

Também neste sábado, a Polícia Civil recebeu moradores que precisaram emitir novas vias da carteira de identidade. O atendimento foi na Escola Municipal Professora Marlene Barros, em Juiz de Fora, onde foram feitos 82 novos documentos. Na sexta-feira (27/2), foram 53. 

Além das Forças de Segurança, voluntários também trabalham na limpeza das ruas e diversas ações

Desde o início da semana, quando ocorreram as primeiras chamadas sobre a tragédia, a Coordenadoria Estadual de Defesa Civil (Cedec) iniciou a entrega de doações para pessoas afetadas pelas chuvas na região da Zona da Mata.

“A Defesa Civil tem feito um trabalho muito grande, não só em Juiz de Fora mas também em Ubá, na intenção de conseguir levar a ajuda humanitária o mais rápido possível para todos que estão precisando. Então, ao longo dos próximos dias, e ideia é continuar com esse trabalho para trazer dignidade de volta a vida das pessoas que perderam tudo”, concluiu o tenente-coronel Wenderson Duarte Marcelino.

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Prefeito e chefe da Polícia de NY participam de aula inaugural do curso de formação de gestores municipais de segurança – Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro

LiPetri falou sobre como o sistema ajudou a polícia de Nova York a atuar de forma estratégica. Foto: Marcos de Paula

O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, participou da aula inaugural do curso de formação de gestores municipais de segurança, realizado nesta sexta-feira (27/02), na Fundação Getúlio Vargas. O seminário contou com a participação de Michael J. LiPetri, chefe do Departamento de Polícia de Nova York.

 

Durante a abertura, o prefeito falou sobre o papel dos novos gestores de segurança.

 

— O Gestor Municipal de Segurança não é um policial e não é um mero operador. Ele é um gestor público especializado, capaz de planejar políticas, monitorar resultados e garantir a coordenação inteligente entre forças de segurança. Ele é a ponte entre a estratégia e a execução. Entre dados e decisões. A diferença entre resposta e prevenção — disse o prefeito.

 

 — É um investimento na institucionalização de profissionais de segurança pública qualificados, competentes e eficientes, que vão elaborar e aprimorar políticas públicas capazes de salvar vidas  —, completou Paes.

 

Referência internacional em gestão orientada por dados associada ao CompStat, LiPetri falou sobre como o sistema ajudou a polícia de Nova York a atuar de forma estratégica com policiamento de precisão.

 

— O policiamento de campo no Departamento de Polícia de Nova York é a ferramenta estratégica número um para combater a violência. Como fazemos isso? Colocando policiais nos lugares certos, na hora certa e de forma contínua. Não adianta colocar policiais em um quarteirão e não colocar nos próximos dois. Você precisa criar um multiplicador de força usando a análise de dados.

 

O seminário “Inovação Institucional e Gestão por Dados na Segurança Pública” reuniu especialistas para discutir modelos de governança, uso estratégico de dados e políticas de redução do crime e da violência com base em experiências concretas de gestão pública.

 

Visita ao CompStat Rio

 

Além de participar da aula inaugural, LiPetri visitou, na quinta-feira (26/02), o CompStat Rio, que fica no Centro de Operações e Resiliência (COR-Rio), acompanhado do prefeito Eduardo Paes e do vice-prefeito Eduardo Cavaliere. A agenda teve como objetivo a apresentação do Sistema Municipal de Segurança (SSM), com foco no CompStat Municipal,  o instrumento de gestão estratégica baseado na análise de dados e indicadores inspirado no modelo de gerenciamento policial de Nova York, que está sendo implantado na Divisão da Elite da Guarda Municipal – Força Municipal e na Central de Inteligência, Vigilância e Tecnologia em Apoio à Segurança Pública (CIVITAS Rio).

 

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  • 27 de fevereiro de 2026
  • Marcações: aula Civitas CompSat FGV segurança

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    obra de revitalização da Colônia Paraguaia de Dourados chega na reta final – Agência de Noticias do Governo de Mato Grosso do Sul

    Valorizar a cultura e a história é reconhecer quem contribuiu para identidade de um povo. Com este sentimento o governador Eduardo Riedel foi até a Colônia Paraguaia em Dourados vistoriar a obra de reforma e revitalização do clube social, que tem investimento de R$ 1,8 milhão do Estado.

    O governador foi recebido com festa na comunidade,com direito a música, chipa, sopa paraguaia e muito carinho das pessoas.

    “Tínhamos o compromisso em fazer esta obra. Fiquei impressionado já na entrada, com a linda fachada. Vamos fazer um esforço para concluir o trabalho, colocar ar condicionado e assim entregar este equipamento tão importante”, garantiu o governador.

    Riedel reconheceu a importância da cultura paraguaia na história de Mato Grosso do Sul. “Temos os costumes, cultura, culinária, e a música que ganhamos do Paraguai. Temos que agradecer por toda contribuição deles para nossa história, celebrar a cultura paraguaia”, completou.

    A sede da associação ganhou uma ampliação do clube social, sendo um marco para o fortalecimento, preservação e difusão da cultura paraguaia em Dourados e região.

    Os serviços de reforma e ampliação contam com a nova fachada da edificação da sede, reforma da cozinha, banheiros, palco, camarins e salão principal, além da ampliação para nova bilheterias, entre outras melhorias.

    “Momento único para nossa Colônia, que ganhou uma restauração e ampliação completa. A obra chega na fase final e o espaço está lindo. Momento importante e tão sonhado por todos nós. Uma estrutura moderna para atender a comunidade de toda região”, afirmou o presidente da associação, Celino Ramos.

    O objetivo é oferecer conforto, acessibilidade e melhores condições para a realização de eventos culturais, sociais e comunitários.

    Leonardo Rocha, Comunicação do Governo de MS
    Fotos: Álvaro Rezende/Secom-MS

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    Unidade móvel da Casa do Cidadão Zeladoria atenderá em dois locais durante o mês de março – Agência de Notícias



    28 de fevereiro de 2026

    19:00

    Por: Michelle Alves

    Durante o mês de março de 2026, de segunda a sexta-feira, das 9h às 16h, a Prefeitura de Sorocaba, por meio da Secretaria da Fazenda (Sefaz), levará os serviços oferecidos pela unidade móvel da Casa do Cidadão Zeladoria a dois locais da cidade. Iniciando de 2 a 3 de março no Sorocaba Shopping. Não é necessário agendamento prévio para ser atendido.

     

    Já do dia 9 até o dia 20, a Casa do Cidadão Zeladoria Móvel na Av. Abraham Lincoln, 49, no Jardim dos Estados. E finalmente, de 23 a 31 de março, a unidade voltará ao Shopping Sorocaba, que fica na Avenida Afonso Vergueiro, 1.700.

     

    Promovida pela Prefeitura de Sorocaba, por meio da Secretaria da Fazenda (Sefaz), a iniciativa tem como objetivo proporcionar mais eficiência e ampliar o acesso da população aos serviços públicos e essenciais, em bairros mais distantes das oito unidades fixas da Casa do Cidadão Zeladoria.

     

    Em funcionamento desde março de 2024, a unidade móvel oferece quase 90 serviços diferentes. Lá, os munícipes podem receber atendimentos diversos, não apenas das secretarias municipais, mas também do Sine Municipal (antigo PAT), do Serviço Autônomo de Água e Esgoto (Saae) e da Urbes – Trânsito e Transportes.

     

    De acordo com a Sefaz, entre os serviços mais procurados pela população estão emissão de carnê de parcelamento de IPTU, certidão negativa de débito e inscrição de vaga em creche.

     

    Mais informações sobre a Casa do Cidadão Zeladoria Móvel ou sobre as unidades fixas podem ser obtidas junto à Secretaria da Fazenda pelo e-mail: casadocidadaozeladoria@gmail.com ou diretamente no site: https://fazenda.sorocaba.sp.gov.br/casadocidadao/.

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    Revisão em taxas de importação de eletrônicos mantém preço sem aumento

    Por MRNews

    O governo federal decidiu revisar as tarifas de importação de smartphones e de produtos eletroeletrônicos. A medida foi aprovada nesta sexta-feira (27) pelo Comitê-Executivo de Gestão da Câmara de Comércio Exterior (Gecex), vinculado à Câmara de Comércio Exterior (Camex).

    O impacto da decisão sobre os preços ao consumidor é “praticamente nulo”, estimado em um aumento de 0,062%.

    O cálculo é de Uallace Moreira Lima, secretário de Desenvolvimento Industrial, Inovação, Comércio e Serviços do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, que acompanhou o vice-presidente Geraldo Alckmin em agenda neste sábado, em São Paulo.

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    Segundo ele, a produção de celulares no país já é majoritariamente nacional: cerca de 95% dos aparelhos comprados pelos brasileiros são fabricados no Brasil. Por isso, as mudanças têm impacto tão baixo para o consumidor.

    28/02/2026 – Secretário de Desenvolvimento Industrial, Inovação, Comércio e Serviços, Uallace Moreira Lima. Foto: MDIC/Divulgação

    O que mudou?

    A decisão do governo envolve um conjunto de 120 produtos. Desse total:

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    – 105 itens tiveram o imposto de importação zerado;

    – 15 produtos continuaram nos percentuais anteriores. Entre eles, notebooks, smartphones, roteadores, impressoras em braile e mesas digitalizadoras.

    Esses 15 itens, segundo o secretário, seriam reajustados para 16% ou 20%, ou passariam de 12% para 16%, por possuírem similares produzidos no país.

    Com a revisão, foram mantidas as alíquotas anteriores, como 10% ou 16%.

    Na prática, a medida aprovada na sexta-feira mantém as condições anteriores para esses produtos e amplia a lista de itens com tarifa zerada.

    Custos baixos

    Segundo Uallace Moreira Lima, o objetivo central da decisão é defender a cadeia produtiva nacional e, ao mesmo tempo, manter baixos os custos de produção.

    O secretário explicou que foi mantido o regime de ex-tarifário, que reduz praticamente a zero o imposto de importação para determinados bens.

    “A lógica é garantir que as empresas continuem tendo acesso a insumos e equipamentos com menor custo, sem prejudicar a indústria nacional.”

    A concessão de ex-tarifário, quando for solicitada pela indústria, será dada automaticamente, antes da análise de 150 dias para averiguar se o item tem produção nacional. 

    Para o governo, a calibragem das tarifas permite proteger a produção, o emprego e a renda, sem gerar aumento de preços para a população.

    Diálogo

    De acordo com o secretário, parte das críticas e da repercussão negativa iniciais ocorreu por uma “falta de leitura atenta” das resoluções que regulamentaram a mudança.

    Ele ressaltou que ficou acordado com o setor que todos os produtos que estavam com alíquota zero e passariam para 7% poderiam ter o benefício restabelecido imediatamente, mediante pedido das empresas.

    “Esse compromisso está sendo cumprido pelo governo”, destacou Uallace.

    Para ele, à medida que o setor produtivo passa a compreender os detalhes da decisão, fica claro que a política foi formulada de forma criteriosa, preservando o incentivo à importação de insumos e, ao mesmo tempo, protegendo a produção nacional.

    Como funciona

    Pelas regras estabelecidas, as empresas que tiveram a alíquota elevada de 0% para 7% podem apresentar um pedido de revisão. A partir disso, o governo passa a analisar se o produto possui ou não similar nacional.

    Se não houver produto equivalente fabricado no país, a alíquota permanece em 0%;

    Se, ao final da análise, for constatado que há similar nacional, a tarifa volta para 7%.

    O mesmo procedimento vale para novos investimentos. Caso uma empresa pretenda importar uma máquina ou equipamento que ainda não tenha o benefício da tarifa zero, poderá solicitar o enquadramento no ex-tarifário. 

    O governo, então, verificará se existe produção nacional equivalente antes de conceder o benefício.

    Segundo o secretário, o regime continuará funcionando normalmente, reforçando o caráter técnico e dialogado da política de tarifas adotada pelo governo.

    * Matéria atualizada às 19h36 para ajuste de percentual impacto estimado.

    Prefeitura aplica mais de 3,4 mil doses no Dia D e reforça imunização contra dengue

    O Dia D de Multivacinação, realizado neste sábado (28), resultou na aplicação de 3.447 doses em diversas salas de vacina e em três pontos móveis estratégicos coordenadas pela Prefeitura de João Pessoa, através da Secretaria de Saúde da Capital. A ação teve o objetivo de incentivar a população a atualizar a caderneta vacinal, principalmente crianças e adolescentes de 10 a 14 anos, público prioritário para a imunização vacinal contra a dengue, com a vacina Qdenga.

     “O Dia D é uma estratégia essencial para ampliar o acesso às vacinas e elevar as coberturas vacinais. Manter índices adequados é fundamental para garantir proteção coletiva e evitar o retorno de doenças já controladas. Também é importante reforçar que as vacinas são seguras, eficazes e passam por rigoroso controle. Combater a desinformação é parte fundamental do fortalecimento da imunização e da proteção da nossa população”, destacou Fernando Virgolino, coordenador de Vacinação da Secretaria de Saúde de João Pessoa.

    Os profissionais de saúde alertam pais e responsáveis sobre a necessidade de iniciar ou completar o esquema vacinal, garantindo proteção adequada contra a doença. A imunização contra a dengue é realizada com a vacina Qdenga, aplicada gratuitamente na Rede Municipal de Saúde, indicada para proteção contra os quatro sorotipos do vírus da dengue.

    Os pais devem ter atenção para o esquema vacinal, que prevê duas doses, com intervalo de 90 dias entre elas, pois o esquema incompleto compromete a eficácia da vacina. De acordo com dados do DataSUS, em João Pessoa mais de 25,2 mil crianças e adolescentes receberam a primeira dose do imunizante. No entanto, não chega a 10.700 o número daqueles que retornaram para completar o esquema com a segunda dose.

    A professora Daniela Almeida, aproveitou o Dia D para vacinar a filha, Lívia, de 9 anos, e Melissa, também de 9 anos, amiguinha da filha para tomar a vacina HPV no posto do Shopping Sul, no bairro dos Bancários. “Acho importante essa ação preventiva da Prefeitura e no sábado melhor ainda porque nem sempre temos disponibilidade durante a semana para atualizar o cartão de vacinação”, disse.

    Além da vacina contra a dengue, no Dia D de Multivacinação estavam disponíveis todas as doses previstas no Calendário Nacional de Vacinação para todos os públicos – crianças, adolescentes, adultos e idosos.

    Moradores do bairro Altiplano, Maria do Socorro Gomes, de 90 anos e o marido Antônio Gomes, de 92 anos, vieram juntos ao posto Home Center Ferreira Costa, na BR-230, no bairro Aeroclube para atualizar o cartão de vacina acompanhados dos filhos.

    “Eles são lúcidos e meu pai foi quem lembrou que tinha que vir vacinar, daí é bom porque é num sábado e a gente tem mais tempo disponível pra acompanhar eles e passear, se distrair. Muito bom”, afirmou Mércia Gomes. Antônio Gomes disse que vieram apenas tomar mais uma dose contra o Covid e que as demais vacinas estão em dia.

     A aposentada Joselena Santos, também aproveitou para atualizar o seu cartão de vacina. “Com certeza. Vou tomar mais uma dose de Covid, Hepatite B, Tétano e também Febre Amarela. Essa ação da Prefeitura é boa porque a gente toma todas as vacinas de uma só vez, num lugar só, e fica protegida”, comemorou.

    Após o Dia D de Multivacinação, os imunizantes seguem sendo aplicado nas Unidades de Saúde da Família (USFs), Policlínicas Municipais e no Centro de Imunização, conforme determina o Ministério da Saúde.

    Saiba onde se vacinar:

    Unidades de Saúde da Família (USFs)

    Centro Municipal de Imunização (Torre)

    Policlínicas Municipais:

    Cristo
    Mangabeira
    Mandacaru
    Jaguaribe
    Praias

    Pontos extras que funcionam durante a semana:

    Shopping Sul – Bancários

    Shopping Tambiá – Centro

    Ferreira Costa – BR 230

    Quiosque da praia

    Horário: das 8h às 12h

    Todas as vacinas do calendário de rotina e de campanha:

    Dengue: adolescentes de 10 a 14 anos;

    Influenza: todas as pessoas a partir dos 6 meses de idade;

    Covid-19: crianças menores de 5 anos e grupos prioritários;

    HPV: atualização para o público de 9 a 19 anos;

    Vírus Sincicial Respiratório (VSR) tipos A e B: exclusivo para gestantes.

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    Agência Minas Gerais | Governo de Minas anuncia R$ 200 milhões em crédito emergencial para empresas e prefeituras atingidas pelas chuvas

    O Governo do Estado vai oferecer, por meio do Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG), R$ 200 milhões em linhas de crédito emergenciais para micro, pequenas, médias e grandes empresas, cooperativas de produção e negócios ligados ao agronegócio localizados em municípios que decretaram emergência e/ou calamidade pública em função dos temporais que atingiram o estado neste ano.

    O financiamento com condições especiais anunciado pelo vice-governador Mateus Simões neste sábado (28/2) também estará disponível para as prefeituras mineiras.

    “Para os empresários e Municípios, o socorro também está vindo em forma de empréstimos subsidiados. Isso e uma maneira de os atingidos poderem recorrer a um recurso extraordinário neste momento. As informações já estão disponíveis no site do banco”, informou o vice-governador.

    “O Estado está fazendo tudo o que está ao alcance para restabelecer a normalidade nos municípios afetados pelas chuvas. Esta medida é mais um apoio fundamental para garantir a reconstrução dessas cidades e recuperação das fontes de renda da população”, ressaltou o governador Romeu Zema.

    Para o presidente da instituição, Gabriel Viégas Neto, as linhas do BDMG Solidário são determinantes para que as empresas possam manter seus negócios em operação e preservar os empregos.

    “O crédito poderá ser utilizado de acordo com as demandas, como na reforma da loja, na recomposição do estoque ou no reforço do fluxo de caixa neste momento delicado, e para que as prefeituras realizem com rapidez as obras emergenciais”, afirma.

    Condições

    Para os micro e pequenos empresários localizados em municípios afetados, a linha de crédito terá taxa fixa de 0,9% ao mês e 36 meses para pagar, incluindo seis meses de carência.

    A contratação é 100% digital, pelo site do banco, e os recursos podem ser aplicados para capital de giro, dando autonomia para que os empreendedores invistam o crédito de acordo com a necessidade.

    As prefeituras terão acesso à linha com taxa subsidiada por meio do BDMG Solidário Municípios 2026. A taxa é de 0,28% ao mês + Selic. O prazo para pagar será de 120 meses, incluindo 12 meses de carência.

    Para apoiar os gestores públicos nas ações de reconstrução de prejuízos causados pelas chuvas nas cidades, o banco vai liberar de forma imediata até 95% do valor contratado no financiamento, acelerando o processo de recuperação.

    A partir da linha de crédito os municípios poderão realizar obras de drenagem, recuperação e contenção de encostas, mobilidade, pavimentação, reconstrução de unidades de saúde e escolas, construção de habitação popular, saneamento, entre outras.

    Médias e grandes empresas

    Já para as médias e grandes empresas afetadas, incluindo aquelas que atuam no agronegócio e as cooperativas de produção, o banco também vai disponibilizar linha emergencial com taxas diferenciadas, até 90 meses para pagar e até 36 meses de carência.

    Para acessar este financiamento, é necessário que o município onde está localizada a empresa tenha decreto federal de calamidade pública.

    Todas as informações estão disponíveis em bdmg.mg.gov.br.

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    Plano de Mobilidade de Campo Grande é ampliado com início da 2ª fase do Anel Viário – Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro

    Estrada do Lameirão receberá obras – Foto: Marcelo Piu

    O prefeito do Rio, Eduardo Paes, e o vice-prefeito Eduardo Cavaliere anunciaram, neste sábado (28/2), o início das obras da segunda fase do Anel Viário de Campo Grande, na Zona Oeste. O principal destaque das novas intervenções é a duplicação da Estrada do Lameirão, que representa mais um passo para melhorar a fluidez no bairro e ampliar os acessos à Avenida Brasil. Com mais de 350 mil moradores, Campo Grande é um importante polo da Zona Oeste. O Plano de Mobilidade, conduzido pela Secretaria Municipal de Infraestrutura, reúne obras integradas, túneis, viadutos, pontes e requalificação de vias para melhorar o trânsito, organizar a circulação no bairro e tornar os deslocamentos mais rápidos.

    – Campo Grande é a maior bairro do país. É uma região que cresceu enormemente nas duas últimas décadas e ficou muito tempo sem grandes investimentos em mobilidade. Iniciamos esse processo no meu terceiro mandato, com financiamento federal, para poder entregar as obras, todas com qualidade. O Mergulhão já foi entregue. Vamos inaugurar o novo túnel. Ou seja, é um conjunto de intervenções importantes que vai mudar a realidade de Campo Grande e a mobilidade das pessoas. Isso tudo vem junto com mais transporte público, com novas estações de ônibus, com novos ônibus, melhorando a qualidade de vida da população – afirmou o prefeito Eduardo Paes durante o evento.

    Ao lado de Paes, o vice-prefeito Eduardo Cavaliere destacou a redução do tempo de deslocamento dos moradores como um dos benefícios do projeto.

    – Estamos falando do maior investimento de mobilidade da cidade do Rio de Janeiro, que vai reduzir o tempo de viagem pela metade. Às vezes, até menos da metade. Essas obras vão mudar demais a vida das pessoas, valorizando também os imóveis, dando alternativa aos moradores a ganharem mais tempo ao lado da família – ressaltou Cavaliere.

    Estrada do Lameirão terá duplicação e cruzamento reorganizado

    A Estrada do Lameirão será duplicada no trecho entre a Estrada da Posse e a Avenida Brasil. Hoje, a via é de pista simples. Serão implantados quase dois quilômetros de pistas ampliadas, drenagem, calçadas e ciclovias. Essas obras complementam intervenções já realizadas entre a Avenida Santa Cruz e a Estrada da Posse, quando o viaduto Marcelo Alencar foi implantado, melhorando a conexão com a região.

    No cruzamento com a Estrada da Posse, serão feitas melhorias para facilitar o fluxo. As calçadas serão reformadas para garantir mais espaço para pedestres e ciclistas. A ponte sobre o Rio dos Cachorros será substituída por uma mais ampla.

    – Iniciamos mais uma obra do amplo Programa de Mobilidade de Campo Grande, especificamente na Estrada do Lameirão, via que desempenha um papel crucial ao conectar a Estrada da Posse à Avenida Brasil. Esta intervenção, juntamente com a segunda fase do Anel Viário, que incluirá a ligação viária e a entrega do túnel, resultará em uma conexão eficiente com a Estrada da Posse e a Avenida Brasil. O projeto formará um complexo de vias estruturadas, com urbanização completa, pavimentação e drenagem, abrangendo mais de 5 a 6 quilômetros de intervenção, incluindo ciclovias, visando otimizar o fluxo e a mobilidade no bairro – explicou o secretário municipal de Infraestrutura, Wanderson Santos.

    Novo túnel sob o Morro João Vicente criará rota direta entre a Posse e a Avenida Brasil

    Outra intervenção prevista na segunda fase do Anel Viário é o novo túnel sob o Morro João Vicente, que criará uma rota direta e mais rápida entre a Estrada da Posse e a Avenida Brasil. O túnel, com aproximadamente 350 metros, terá duas galerias e duas faixas por sentido. Ele se conectará ao primeiro túnel de Campo Grande sob o morro Luís Bom, formando um eixo direto entre o centro de Campo Grande e a Avenida Brasil.

    O operador de máquinas, Rafael Peçanha, de 42 anos, morador do bairro de Santíssimo, comemorou:

    – Acredito que esta obra trará muitos benefícios, não apenas para nós moradores, mas para todos que utilizam esta estrada. Nossa expectativa é que a situação melhore, facilitando o acesso ao transporte para a Avenida Brasil. Reconhecemos os desafios existentes e as dificuldades. Esta obra trará muitos benefícios a todos os moradores. Essa é nossa avaliação. Além disso, a obra vai ajudar a reduzir o congestionamento.

    O projeto prevê ainda a urbanização de vias existentes no entorno, com implantação de novas faixas, calçadas e ciclovias em trechos da Rua Campina Grande, Rua Guandu Mirim, Rua Djalma Costa e Rua Jaqueiras. Além disso, contará com dois viadutos na altura do cruzamento da Estrada do Lameirão com a Avenida Brasil. Um viaduto atenderá o fluxo de quem vem da Estrada do Lameirão para acessar a via expressa no sentido Santa Cruz/Costa Verde, e o outro atenderá o fluxo de quem vem do Centro do Rio para acessar o bairro de Campo Grande.

    Plano integrado para transformar a mobilidade na Zona Oeste

    Dentro do conjunto de intervenções do Plano de Mobilidade de Campo Grande, já foram concluídas obras como a revitalização da Rua Artur Rios, a requalificação da Estrada da Caroba, o mergulhão sob a Avenida Cesário de Melo e a nova alça viária da Estrada dos Sete Riachos com a Praça Ana Maria da Silva. A expansão da Estrada do Tingui até a Avenida Brasil também foi concluída. O túnel sob o Morro Luís Bom, o primeiro da história de Campo Grande, está em fase final de obras.

    O plano segue com intervenções em andamento, como a requalificação das avenidas Cesário de Melo e Joaquim Magalhães; melhorias viárias na Estrada do Monteiro; a requalificação viária do Largo da Maçonaria; e o binário da Estrada Rio–São Paulo com a Rua Vitor Alves. O foco está em melhorar os acessos às avenidas Brasil e Dom João VI, organizando o trânsito e preparando Campo Grande para um crescimento mais funcional.

    Obras de drenagem nos condomínios Villagio Campinho

    O prefeito Eduardo Paes e o vice-prefeito Eduardo Cavaliere anunciaram também o início das obras de controle de enchentes nas áreas comuns dos condomínios Villagio Campinho, em Campo Grande. Com investimento de R$ 13,7 milhões, a intervenção vai beneficiar mais de 3.400 moradores da Zona Oeste que enfrentam alagamentos há anos na região. Os quatro conjuntos habitacionais receberão reservatórios para retenção de águas pluviais e melhorias no sistema de drenagem. Os serviços são executados pela Fundação Rio-Águas, vinculada à Secretaria Municipal de Infraestrutura.

    Ao todo, o projeto prevê a construção de cinco reservatórios, com capacidade total de 7,4 milhões de litros, volume equivalente a 7.400 caixas d’água de mil litros. Três dos chamados “piscinões” serão implantados em áreas abertas e historicamente sujeitas a alagamentos, e dois serão subterrâneos. O sistema contará ainda com comportas para controlar o fluxo da água em períodos de chuva intensa.

    Além das intervenções de drenagem, as obras incluem a urbanização e requalificação de mais de 1.681 metros quadrados de áreas de convivência e a implantação de mais de 360 metros de rede de drenagem.

    Os condomínios reúnem mais de 980 moradias. Ao final das obras, o sistema ampliará a capacidade de retenção e escoamento da água da chuva e reduzirá os pontos de alagamento nas áreas comuns. As intervenções vão melhorar também as condições de circulação e convivência para os moradores.

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  • 28 de fevereiro de 2026
  • Marcações: anel viário de campo grande mobilidade Plano de Mobilidade Avança Campo Grande

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    Com apoio do Estado, lançamento da Expoagro valoriza cultura e espera atrair mais de 150 mil visitantes

    O governador participou neste sábado (28) do lançamento da nova edição da Expoagro. O encontro teve a presença de produtores rurais, autoridades e instituições parceiras. A feira agropecuária faz parte de história da cidade, levando tecnologia, cultura, entretenimento e lazer à população.

    “Expoagro é um marco na história de Mato Grosso do Sul, sem dúvida nenhuma, uma das maiores feiras agropecuárias do Estado e representa muito, porque ela traduz toda uma região. Vem gente do Brasil inteiro. Ela reafirma nossos valores culturais, nossa tradição. A Expoagro é mais antiga que o próprio Estado. Então a gente fica muito feliz de poder estar aqui no lançamento. O Estado é parceiro junto com a prefeitura”, afirmou o governador.

    A 60ª edição da Expoagro já tem data definida e vai ocorrer de 08 a 17 de maio, no Parque de Exposições João Humberto de Carvalho. O Governo do Estado novamente será parceiro do evento, com investimento de R$ 1 milhão, em um convênio com o sindicato rural de Dourados.

    São seis décadas de valorização das atividades do campo que tanto contribuem para o desenvolvimento da cidade. A expectativa é de uma estrutura com 80 estandes de empresas, instituições financeiras e governamentais, com mais de 150 mil pessoas esperadas nos 10 dias de feira. São expositores da área agrícola, incluindo as principais marcas multinacionais de máquinas, implementos agrícolas e insumos rurais.

    A expectativa é gerar mais de R$ 500 milhões em negócios. Nessa edição vai celebrar a tradição da feira agropecuária, além dos leilões, vitrine tecnológica, palestras e rodeio.

    “Vamos entregar uma exposição a altura do agro douradense e sul-mato-grossense. Estamos com a feira praticamente montada, com a meta de fazer melhor do que antes, com apoio e parceria do Governo do Estado. Trabalho árduo, mas que é compensador”, destacou o presidente do Sindicato Rural de Dourados, Gino José Ferreira.

    Entre as atrações nacionais confirmadas estão os shows de Bruno & Marrone (14/05), Clayton & Romário e Felipe & Rodrigo (15/05), e Murilo Huff com Natanzinho Lima (16/05).

    Mobilidade urbana

    O governador ainda participou da entrega da obra de duplicação da Rua Aziz Rasselen, que foi realizada pela Prefeitura de Dourados, com investimento de R$ 7,5 milhões. Ela compõe o projeto estruturante de mobilidade  urbana do município.

    Localizada ao lado do Parque Antenor Martins, próximo ao Parque do Lago, a via também foi dotada de estacionamento para os frequentadores do ponto turístico da cidade. Também vistoriou a obra da Avenida dos Ipês.

    Leonardo Rocha, Comunicação do Governo de MS
    Fotos: Álvaro Rezende/Secom-MS

    ATENÇÃO: confira aqui o pack imprensa com imagens de apoio e sonoras.

     

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    Brasil deve adotar cautela entre EUA e Irã, parceiro do Brics

    Por MRNews

    O Brasil deve adotar postura cautelosa em relação aos ataques dos Estados Unidos e de Israel ao Irã, neste sábado (28). Esse comportamento é explicado por um cenário em que o governo brasileiro conduz negociações tarifárias com os americanos e tem nos iranianos um aliado que forma o Brics, grupo de nações do chamado Sul Global.

    A avaliação é de especialistas em relações internacionais ouvidos pela Agência Brasil. Na manhã deste sábado, o governo brasileiro emitiu um comunicado em que condena a ofensiva e defende negociações como caminho para a paz. 

    Negociação é a “posição tradicionalmente defendida pelo Brasil na região”, diz a nota do governo, divulgada pelo Ministério das Relações Exteriores.

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    “O Brasil apela a todas as partes que respeitem o direito internacional e exerçam máxima contenção, de maneira a evitar a escalada de hostilidades e a assegurar a proteção de civis e da infraestrutura civil”, completa o comunicado.

    Mesmo em meio a negociações sobre o futuro do programa nuclear iraniano, os Estados Unidos realizaram uma ofensiva militar contra alvos no território iraniano. Israel também executou ataques.

    O Irã retaliou com o lançamento de mísseis a países vizinhos que ostentam bases americanas. O país do Oriente Médio sustenta que o desenvolvimento de tecnologia nuclear tem fins pacíficos.

    Cautela

    O professor Feliciano de Sá Guimarães, do Instituto de Relações Internacionais da Universidade de São Paulo (USP), defende que o Ministério das Relações Exteriores brasileiro tem que encontrar uma “posição intermediária” entre Irã e Estados Unidos.

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    “Como o Irã agora é um membro dos Brics, o Brasil se coloca em uma posição difícil de criar um tipo de posição em que não seja abertamente contra o Irã e não seja abertamente contra os Estados Unidos, dado que o Brasil tem essa negociação com os Estados Unidos”, avalia.

    Há a expectativa de que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva se encontre com Trump nos Estados Unidos, no fim de março.

    A negociação a qual se refere Feliciano trata de tarifas de importação impostas em agosto passado pelo governo Trump. O Brasil chegou a ter produtos tarifados em até 50%. 

    Ao elevar taxas sobre produtos importados, o governo dos Estados Unidos justifica que pretende proteger a economia americana, já que, com taxação, os americanos tenderiam a fabricar produtos localmente em vez de adquiri-los no exterior. 

    Desde então, os governos brasileiro e americano negociam formas de buscar acordos para a parceria comercial. Houve retiradas de produtos da lista de tarifas.

    No dia 20 de fevereiro, uma decisão da Suprema Corte dos EUA derrubou a decisão de Trump, que reagiu impondo tarifa de 10% a diversos países. 

    O professor titular aposentado de Relações Internacionais da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) Williams Gonçalves destaca que a posição de cautela que precisa ser adotada pelo Brasil tem a ver com o fato de o país ser fundador do Brics, grupo que reúne 11 países-membros e 10 países-parceiros que se definem como Sul Global.

    A Rússia e a China, dois importantes aliados do Irã, também são fundadores do Brics, em 2006. O Irã passou a ser país-membro em 2024.

    “O Brasil tem uma relação com a Rússia e com a China forte e tem uma relação não tão forte, mas tem uma relação com Irã”, assinala o professor.

    “Estão todos [países] dentro do mesmo barco do Brics, todos engajados, pelo menos teoricamente, na ideia de mudança da ordem internacional”, enfatiza Gonçalves.

    Determinação dos povos

    Williams Gonçalves lembra que o Brasil tem adotado cautela também em virtude das ações de Trump na Venezuela.

    “O regime de Trump foi lá e sequestrou um presidente da República na América do Sul, nosso vizinho”, cita, em referência à captura de Nicolás Maduro, em 3 de janeiro.

    “Nossa posição tem sido de muita cautela, procurando assim não fazer nada que aparente ser uma provocação ou uma reação forte”, afirma.

    No entanto, Gonçalves entende que o desdobrar dos acontecimentos pode exigir posições mais fortes do Brasil. Ele cita a pretensão declarada dos Estados Unidos de mudar o regime no Irã.

    “O Brasil, que sempre defendeu a autodeterminação dos povos, que sempre defendeu o princípio da não ingerência, não pode agora apoiar governos que intervenham em outros estados com a finalidade de mudar o sistema político escolhido pelo seu povo”, avalia.

    Crítica e negociação

    O pesquisador do Núcleo de Inteligência Internacional da Fundação Getulio Vargas (FGV) Leonardo Paz Neves acredita que o Brasil pode ser afetado de forma limitada pelo conflito no Oriente Médio.

    Segundo ele, o posicionamento do governo foi “protocolar”, criticando o ataque.

    “Não acho que o presidente Lula e o Brasil vão se engajar muito nesse conflito. Está muito longe do Brasil, não tem grandes interesses específicos do Brasil nesse processo. Obviamente o Brasil está em uma tentativa muito prolongada de negociação com os Estados Unidos”, avalia.

    Ao comentar a possível viagem de Lula aos Estados Unidos em março, o pesquisador diz acreditar que o país deve manter posição “crítica institucional”, chamando Irã e Estados Unidos para voltarem à mesa de negociação.

    “Mas sem se envolver muito fortemente porque tem muito a perder”, ressalta.

    “Ele [Lula]sabe como o Trump funciona, e antagonizar com o Trump agora é atrair uma atenção negativa para o Brasil muito grande”, justifica.

    Comércio com Irã

    Para Leonardo Paz Neves, os efeitos econômicos que o Brasil pode sofrer com a escalada do conflito passam pelo petróleo, que pode subir de preço. 

    “O que gera inflação. Toda vez que o petróleo sobe ─ o petróleo é base de cadeia ─ então impacta em diversos setores”.

    Outro reflexo, acrescenta o pesquisador, é no comércio internacional com o Irã.

    “O Irã é um importador importante dos produtos brasileiros, especialmente a soja, o milho e alguma coisa de proteína”, lista.

    De acordo com o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, em 2025, a corrente de comércio Brasil-Irã ficou em US$ 3 bilhões, o equivalente a mais de R$ 15 bilhões. O Brasil tem superávit na relação comercial, tendo exportado US$ 2,9 bilhões e importado US$ 85 milhões.

    O Irã foi no ano passado o 31º país para os quais o Brasil mais exportou. O principal produto de exportação é o milho não moído, que responde por 67,9% do valor dos embarques. Em seguida aparece a soja, com 19,3%.

    “Se o conflito escalar muito e tiver o Irã cercado pela marinha americana, vai ser um problema mandar a exportação brasileira para lá. Vai ter alguns setores aqui no Brasil que vão sofrer um pouco, perder um importante comprador”, diz.