Novo Banco de Alimentos é inaugurado no Rio para combater desperdício e fome

Uma nova frente de combate à insegurança alimentar foi aberta na Zona Norte do Rio de Janeiro. Na última quarta-feira (4/11), a Comlurb inaugurou o Banco de Alimentos de Del Castilho, um projeto que visa transformar o excedente de redes de supermercados em refeições para famílias em situação de vulnerabilidade social.

Parceria e funcionamento

O projeto é uma ação conjunta que envolve a Comlurb, a Secretaria Municipal de Assistência Social (SMAS) e a Secretaria Municipal de Coordenação Governamental (SMCG). A iniciativa ganha força com o apoio da rede de supermercados Economia, responsável pela doação de frutas, legumes e verduras. Embora esses itens apresentem aspectos estéticos fora do padrão comercial, eles estão em perfeito estado para consumo humano.

O processo de distribuição é rigoroso. Os alimentos passam por uma triagem e separação realizada por Agentes de Preparo de Alimentos — profissionais que também atuam na rede de ensino municipal. A unidade de Del Castilho foi equipada com câmara fria para garantir a conservação correta, além de uma área específica para a higienização e montagem dos kits que serão distribuídos.

Impacto na rede de atendimento

A nova unidade de Del Castilho tem capacidade para atender 250 famílias. Com esse reforço, o município passa a beneficiar 1.200 famílias mensalmente através de suas quatro unidades, totalizando duas mil toneladas de alimentos reaproveitados. A meta da gestão é audaciosa: inaugurar mais três bancos de alimentos ao longo de 2027.

Histórico do programa

  • 29 de maio de 2024: Inauguração da unidade no Caju (300 famílias atendidas).
  • 23 de março de 2025: Abertura na Cidade de Deus (350 famílias atendidas).
  • Março de 2026: Instalação na Cadeg, em Benfica (300 famílias da comunidade do Tuiuti).

O subprefeito da Zona Norte II, Douglas Araújo, reforçou a importância do projeto durante a inauguração, destacando que a iniciativa promove dignidade em regiões que enfrentam desafios socioeconômicos. A fala foi corroborada pelo diretor de Serviços Urbanos, Ronaldo Teixeira, que ressaltou a importância de evitar o desperdício alimentar.

Para quem recebe o benefício, como o pedreiro Adailton Gabriel da Silva, de 57 anos, o apoio chega em um momento crucial. “O Banco de Alimentos vai ajudar muito porque eu tenho 14 netos. Muitas crianças em casa, meus netos estão sempre lá. Essa ajuda vai ser bem-vinda”, afirmou Adailton, que atualmente enfrenta limitações para trabalhar devido a um acidente na mão.

Com informações de Prefeitura do Rio de Janeiro.