Polícia Civil desmantela quadrilha que causou prejuízo milionário em telecomunicações
A Polícia Civil de Santa Catarina (PCSC) deflagrou, na última quinta-feira, 5, a Operação Circuito Oculto, uma ofensiva estratégica coordenada pela Delegacia de Anita Garibaldi. A ação teve como foco principal o município de Concórdia, onde foram cumpridos dois mandados de prisão preventiva e cinco de busca e apreensão contra integrantes de uma organização criminosa especializada no furto de infraestrutura de telecomunicações.
Impacto nos serviços essenciais
O grupo criminoso, que apresentava um alto nível de especialização, atuava no furto sistemático de baterias estacionárias e cabos de cobre de grande bitola em estações de telefonia e internet. Ao todo, estima-se que 1.800 baterias foram subtraídas, gerando um prejuízo financeiro superior a R$ 4,3 milhões. O dano, no entanto, vai além dos valores materiais, afetando a estabilidade da conectividade em 50 municípios catarinenses.
O mapeamento da polícia identificou que as ações criminosas atingiram:
- 26 municípios na região Oeste;
- 13 municípios no Meio-Oeste;
- 11 municípios na Serra catarinense.
Esses furtos impactam diretamente o cotidiano dos cidadãos, uma vez que a interrupção de cabos e a retirada de baterias comprometem a prestação de serviços de comunicação, essenciais para o acesso a informações, serviços públicos e emergências.
Modus operandi e a logística do crime
As investigações revelaram uma estrutura organizacional bem definida, que contava com tarefas divididas entre os executores dos furtos, suporte logístico, transporte e receptação. Um dado que chamou a atenção dos investigadores foi a participação de um ex-técnico do setor de telecomunicações. Com o conhecimento detalhado das instalações e das rotinas de manutenção, o suspeito facilitava o acesso às torres para a prática dos delitos.
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O combate a esses crimes é fundamental para a manutenção da infraestrutura de rede, serviço que é considerado de utilidade pública. Quando quadrilhas agem desta forma, o custo da reposição dos equipamentos e a manutenção das redes acabam sendo repassados indiretamente para o consumidor final, além de deixar milhares de usuários sem conexão. A Polícia Civil informou que o material subtraído era escoado em esquemas de receptação de sucatas, movimentando mais de R$ 820 mil de forma ilícita.
A operação contou com a integração entre diversas unidades, incluindo a Diretoria Regional de Polícia de Concórdia e da região de Lages. As diligências seguem em curso para mapear toda a rede de receptadores envolvidos no esquema.
Com informações de Governo de Santa Catarina.