Agência Minas Gerais | Governo de Minas entrega máquinas de costura do projeto Trajeto Moda em Chapada Gaúcha

O governador Mateus Simões, acompanhou, nesta quinta-feira (7/5), a entrega de 19 máquinas de costura do Governo de Minas para o programa Trajeto Moda, em Chapada Gaúcha, no Norte de Minas. O evento foi realizado no Espaço Trajeto Moda, com presença de autoridades locais e alunas do projeto.

A iniciativa da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social (Sedese) promove a inclusão produtiva de mulheres em situação de vulnerabilidade social e econômica, com foco na autonomia financeira e geração de renda. Serão 15 mulheres atendidas nesta etapa do programa no município, com atividades previstas para começar em julho e terminar em outubro.

O Governo de Minas investe R$ 272,5 mil para a execução do projeto. Deste total, parte é destinada à compra das máquinas de costura e parte à qualificação profissional das participantes. O governador enalteceu a importância do Trajeto Moda para além da capacitação na costura.

 








 
 
   
   


Além do maquinário, o programa oferece formação em corte e costura, aliada a conteúdos de empreendedorismo, educação financeira e desenvolvimento pessoal, preparando as participantes para gerar renda e atuar no mercado de trabalho.

“Fico muito feliz em ver que quem já costurava vai ter mais técnica e vai conseguir estar no mercado de uma forma mais presente e quem não costurava ainda passa a ter agora um caminho na direção da autonomia financeira”, completou o governador. Só no Norte de Minas, 21 municípios já foram atendidos pelo programa, previsto em outras 11 cidades, além de Chapada Gaúcha.

Independência

O Trajeto Moda já atendeu 799 mulheres em 58 cidades no total. Até o fim de 2026, a meta é chegar a 122 municípios, alcançando 1.790 mulheres em Minas, com investimento estimado em R$ 23 milhões. A seleção é feita com apoio dos Centros de Referência de Assistência Social (Cras), priorizando mulheres inscritas no Cadastro Único (CadÚnico) e em situação de vulnerabilidade.

Em todo o estado, já foram investidos mais de R$ 2 milhões exclusivamente para a compra de 1.083 máquinas, já entregues para 76 municípios.

 








 
 
   
   

 

Para muitas mulheres, o Trajeto Moda é a primeira oportunidade de renda própria e da conquista dessa autonomia financeira. É o caso da estudante e autônoma Angelina Bastos, que se inscreveu no programa para aprender a costurar e confeccionar peças de roupas. “Eu já costurava o básico, só que não dá volume e é muito mais trabalhoso, agora vou investir mais ainda porque eu sempre tive vontade de fazer roupa”.

Angelina Bastos (Karoline Barreto / Imprensa MG)


“Eu adoro, acho muito lindo. Agora, com a estrutura oferecida, com as máquinas que teremos à disposição e força de vontade, vai dar certo”, explicou a jovem, que também é mãe solo.

O Trajeto Moda também proporciona a chance de aperfeiçoar e atualizar o trabalho mesmo para mulheres que já viviam da costura. A aposentada Maria Reis trabalha com costura há mais de 30 anos e vê no programa a oportunidade de aprender a manusear equipamentos mais modernos, que possibilitam fazer outros tipos de cortes e bordados.

“Ganhei a minha primeira máquina de costura em 1979 e desde então eu faço pano de prato, toalhas, roupas e vendo para meus vizinhos e pessoas conhecidas. Com estas novas máquinas, vou poder fazer coisas que os meus antigos equipamentos não são capazes de fazer”, observou Maria Reis.

Regularização Fundiária

Ainda em Chapada Gaúcha, o governador Mateus Simões assinou despacho governamental autorizando a Companhia de Habitação de Minas Gerais (Cohab Minas) a firmar Acordo de Cooperação Técnica (ACT) com a prefeitura do município para a realização da regularização fundiária de imóveis da área urbana da cidade, por meio do Minas Reurb 2.0.

No contrato de prestação de serviço, está prevista a regularização de 300 unidades imobiliárias em Chapada Gaúcha, com a emissão dos títulos de propriedade.

“O imóvel regularizado promove três mudanças de vida para o dono do imóvel. O primeiro é a tranquilidade de pôr a cabeça no travesseiro com a certeza de que ninguém vai tomar o que é seu. O segundo é ter acesso a crédito, já que o imóvel pode ser usado como garantia. E o terceiro é valorizar o imóvel porque, obviamente, o imóvel que pode ser financiado, que tem registro, vale muito mais”, detalhou o governador Mateus Simões.

 

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SECTUR e Corpo de Bombeiros promovem curso voltado ao atendimento de emergências e salvamento aquático – Prefeitura Municipal de Bonito

A Prefeitura de Bonito, por meio da Secretaria Municipal de Turismo e Desenvolvimento Econômico, em parceria com o Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso do Sul, realizou entre os dias 4 e 6 de maio o Curso de Noções de APH (Atendimento Pré-Hospitalar) e Salvamento Aquático.

Após três dias de atividades teóricas e práticas voltadas à segurança, prevenção e atendimento em situações de emergência. Durante o curso, os participantes receberam orientações sobre primeiros socorros, técnicas de resgate, prevenção de afogamentos e atendimento pré-hospitalar.

A ação teve como objetivo preparar os participantes para atuar de forma rápida e eficiente diante de ocorrências, contribuindo para a segurança da população e dos turistas que visitam o município.

A iniciativa também demonstra o compromisso da administração municipal com a qualificação profissional e com o desenvolvimento de ações voltadas à prevenção e ao cuidado com a vida.

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A SAEG (Companhia de Serviços de Água, Esgoto e Resíduos de Guaratinguetá) informa que realizará, nesta sexta-feira (08), uma interrupção temporária no fornecimento de água na região compreendida entre a Rua Goiânia, no bairro Vista Alegre, e o viaduto de acesso ao Vila Bela.

A medida será necessária para a execução do assentamento de canalização no cruzamento com a Rua Niterói, dando continuidade às obras de drenagem que estão sendo realizadas na Rua Florianópolis, no bairro Vista Alegre.
A previsão é que o abastecimento seja normalizado no início da tarde de sexta-feira (08).

Para mais informações, entre em contato pelo 156 ou pelo aplicativo 156 SAEG.

A SAEG agradece a compreensão de todos.

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Pioneira: Prefeitura do Rio firma convênio com BNDES para aportar R$ 10 mi no programa Floresta Viva – Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro

Foto: Divulgação/Secretaria de Meio Ambiente e Clima

A Prefeitura do Rio assinou, nesta quinta-feira (07/05) o convênio de adesão do município à iniciativa Floresta Viva, sendo a primeira cidade do país a entrar no programa. Assinado pelo prefeito Eduardo Cavaliere e pelo presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, o convênio prevê o investimento de R$ 10 milhões, sendo metade aportada pelo Banco e metade pelo município, por meio da Secretaria de Meio Ambiente e Clima.

Os recursos serão utilizados para apoio a projetos de restauração ecológica e produtiva do bioma Mata Atlântica no município do Rio, especificamente na Serra da Posse, em Campo Grande, na Zona Oeste.

— Não podia ter outra cidade para ser a primeira a aderir ao Floresta Viva. O Rio tem um programa de reflorestamento histórico há mais de 40 anos, que na verdade nasce com o reflorestamento da floresta da Tijuca há 200 anos. Com esse projeto, a gente restaura o bioma de Mata Atlântica, garantindo infraestrutura verde, e fazendo isso, como todos os projetos ambientais da prefeitura, com as lideranças das próprias comunidades que vivem limítrofes a essas florestas e que lideram esse processo, para que a gente possa avançar mais e mais com o reflorestamento — disse o prefeito Eduardo Cavaliere.

Com prazo de execução de 48 meses, o projeto prevê o plantio e a manutenção de 337.125 mudas de espécies nativas da Mata Atlântica em uma área total de 93 hectares, fortalecendo a recuperação ambiental e a resiliência climática da região. A área de intervenção fica dentro da Área de Relevante Interesse Ecológico Floresta da Posse (ARIEFP) e abrange trechos dos morros das Paineiras, da Posse e Luís Bom, em Campo Grande, o maior bairro do País.

O projeto promove a criação de um corredor ecológico, integrando áreas previamente reflorestadas pelo Programa Mutirão Reflorestamento e por medidas compensatórias ambientais. Com isso, será formada uma faixa contínua de vegetação, essencial para o deslocamento da fauna, a manutenção da biodiversidade e a estabilidade ecológica da região.

A proposta de restauração substitui gradativamente gramíneas invasoras por cobertura arbórea nativa, reduzindo o risco de incêndio e promovendo o sombreamento natural do solo.

O protocolo de intenções da Prefeitura foi entregue em novembro de 2025, em Belém (PA), durante a Conferência das Partes da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima de 2025 (COP30).

— Estamos felizes porque o Rio de Janeiro é o primeiro município do Brasil que assume essa agenda com prioridade. Reflorestar esses bairros onde, no verão, a sensação de calor chega a 48ºC é muito importante, porque árvores, especialmente as árvores nativas, elas dão oxigênio, elas limpam o ar, trazem sombra, e, consequentemente, melhora a qualidade de vida da população. Aqui nós estamos cuidando de uma natureza que foi fundamental pra cidade ser o que ela é — afirmou Mercadante.

Prefeito vai apresentar novos projetos ao BNDES

Durante a reunião, o prefeito Eduardo Cavaliere afirmou que vai apresentar outros projetos que pretender obter parceria com o BNDES. Entre eles o Praça Onze Maravilha e o Sistema Rio – Rede Integrada de Ônibus.

— A proposta é apresentar o Sistema Rio de Rede Integrada de Ônibus que é o trabalho que a gente tem feito para que as linhas de ônibus da cidade do Rio tenham o mesmo padrão de excelência, de qualidade, de serviço, de dignidade que os BRTs da cidade têm. Já fizemos as duas primeiras fases de licitação, e tem mais quatro lotes em consulta pública. Esses lotes totalizam cerca de 1.500 ônibus, mas para chegarmos aos 4000 ônibus da frota total, ainda precisamos fazer mais quatro lotes. A gente sabe que o BNDES tem um esforço grande de descarbonização da frota pelo Brasil inteiro, e assim como fizemos pareceria para transformar o BRT, a gente quer repetir esse feito para seguir avançando com a frota de ônibus regulares da cidade — concluiu o prefeito.

Sobre o Praça Onze Maravilha, Cavaliere afirmou que o projeto está em discussão na Câmara de Vereadores e que o BNDES seria um parceiro muito importante na construção da estruturação financeira e modelagem de projeto em si, para que o investimento possa ser feito essencialmente com recursos privados.

Floresta Viva

O Floresta Viva é uma iniciativa do BNDES destinada a apoiar projetos de restauração ecológica com espécies nativas em todos os biomas brasileiros. Também atua no fortalecimento da estrutura técnica e de gestão da cadeia produtiva do setor de restauração e no apoio a sistemas agroflorestais de produção associados à restauração ecológica.

O Floresta Viva conta com 50% de recursos oriundos do Fundo Socioambiental do BNDES, e 50% oriundos de instituições apoiadoras. Devido ao sucesso da iniciativa, que já mobilizou investimentos de quase R$ 500 milhões, o BNDES lançou, no segundo semestre do ano passado, a segunda fase da iniciativa: Floresta Viva 2025.

O apoio do município do Rio faz parte da segunda fase da iniciativa. Para essa nova etapa, o BNDES anunciou que a Fundação Brasileira para o Desenvolvimento Sustentável (FBDS) foi selecionada para administrar os recursos.

A escolha de um parceiro gestor permite chegar em maior número de localidades e alcançar resultados mais efetivos no apoio à restauração. Entre as principais atribuições do parceiro gestor estão a seleção, contratação e acompanhamento de projetos de restauração ecológica. A FBDS foi escolhida por meio de edital de seleção pública, lançado em agosto de 2025, sendo considerada a melhor entre as 13 propostas apresentadas.

A segunda fase traz algumas novidades em relação à primeira etapa da iniciativa. Ao invés de fazer editais com uma única oportunidade para apresentação de propostas, serão oferecidas chances sucessivas, até que todos os recursos previstos sejam alocados. Outra mudança é que, além do restauro, os projetos poderão incluir atividades e conservação da biodiversidade.

Os benefícios da restauração promovida por meio da iniciativa são amplos: recuperação de áreas degradadas, conexão de fragmentos florestais, conservação de recursos hídricos, preservação da biodiversidade, uso sustentável dos recursos naturais, redução da erosão, melhoria do microclima, remoção de dióxido de carbono da atmosfera, fortalecimento das cadeias produtivas ligadas ao reflorestamento, geração de empregos e renda, além do potencial de geração de créditos de carbono.

Reconhecimento internacional

A iniciativa rendeu ao BNDES o Prêmio Alide 2024, reconhecimento internacional concedido pela Associação Latino-Americana de Instituições Financeiras de Desenvolvimento, destacando o modelo inovador de governança do programa – com parceiro gestor operacional, que confere agilidade e escala aos resultados – e a articulação entre diferentes atores: empresas privadas e públicas, multinacionais, governos e banco público de desenvolvimento.

Marcações: BNDES Convênio floresta viva

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Estudo sobre cheias no Rio Grande do Sul aponta causas do desastre

Por MRNews

Um estudo divulgado nesta quinta-feira (7) detalhou as causas que resultaram na maior tragédia climática enfrentada pelo estado do Rio Grande do Sul, em 2024. Foram 478 municípios atingidos por enchentes e enxurradas que alcançaram mais de 2,4 milhões de habitantes e resultaram na morte de 185 pessoas, além de deixarem outras 23 desaparecidas até hoje.

Após dois anos do desastre, os pesquisadores mapearam eventos gatilho, identificaram as condições inseguras, as causas raiz e as pressões dinâmicas em um diagnóstico da cadeia de produção de risco. 

O documento também aponta caminhos para diminuir exposição e vulnerabilidade nas cidades brasileiras.

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O estudo Entendendo a Construção do Risco: causas raiz do desastre climático de 2024 no Rio Grande do Sul foi desenvolvido pelo World Resources Institute Brasil (WRI) com a participação de pesquisadores de universidades gaúchas.

“Buscamos entender as fragilidades que culminaram nesse desastre e propor uma discussão sobre as decisões e políticas que vão prevenir desastres futuros e promover um desenvolvimento resiliente”, explica Henrique Evers, um dos autores do estudo.

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De acordo com a coordenadora de Adaptação Urbana do WRI Brasil, Lara Caccia, o estudo dimensionou o desastre que teve como gatilho o extremo climático, mas foi resultante de um processo histórico de construção do risco, a partir de fatores sociais, econômicos e de governança. 

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“Esses fatores amplificaram os impactos das chuvas intensas”, explica.

Foram classificadas em quatro categorias, as 11 causas raiz, que se relacionam com as 20 pressões dinâmicas, gerando condições inseguras para o desastre, que associadas amplificaram o risco e a vulnerabilidade.

Confira as causas raiz nas quatro categorias:

Desenvolvimento urbano e rural

– Modelo de ocupação territorial pouco resiliente

Condições físicas e ambientais

– Variabilidade do clima

– Condições geomorfológicas e hidrológicas favoráveis ao desastre

Condições socioeconômicas

– Negacionismo climático

– Desigualdade socioeconômica e concentração de riqueza

– Falta de cultura de prevenção

Governança

– Modelo de desenvolvimento que prioriza a economia sobre pautas ambientais e sociais

– Arcabouço legal negligenciado para gestão de riscos

– Falta de priorização política da agenda socioambiental

– Insuficiência da governança para lidar com a questão climática entre os níveis de gestão

– Dualidade entre público e privado

Na prática, uma causa raiz como modelo de ocupação territorial pouco resiliente gera pressões dinâmicas como expansão urbana descontrolada, especulação imobiliária ou desigualdades socioespaciais, por exemplo.

“Esses fatores, comuns a outros cenários de desastres climáticos, destacam, sobretudo, o papel das decisões humanas e institucionais em gerar e disseminar socialmente o risco ao longo do tempo”, destaca o relatório.

Para os pesquisadores, o fato de muitos desses riscos estarem presentes em todos os municípios afetados, reforça a necessidade de articulação e integração multirregional além das capacidades municipais, com a atuação de instâncias que podem, por exemplo, ser associadas às bacias hidrográficas.

A partir desse mapeamento, os pesquisadores concluíram que para tornar cidades mais resilientes é preciso ir além dos investimentos em infraestrutura, sendo necessário o fortalecimento da governança em diferentes níveis de governo, articulação e integração do planejamento, consolidação de uma cultura de prevenção e a priorização de grupos vulnerabilizados.

“Se o risco foi construído historicamente, a resiliência também pode ser construída por meio de novas escolhas de desenvolvimento”, avalia Lara Caccia.

Agência dos Despachantes concentra 8 mil processos mensais e reforça importância da análise humana

Do papel aos sistemas digitais, a evolução dos serviços no Detran-MS ampliou a demanda e reforçou o papel do olhar humano 

Em um cenário cada vez mais digital, em que muitos serviços estão a poucos cliques de distância, há um trabalho silencioso que continua fazendo toda a diferença nos bastidores do Detran-MS (Departamento Estadual de Trânsito de Mato Grosso do Sul).

Todos os dias, processos relacionados à emissão do Certificado de Registro de Veículo (CRV) passam por análises criteriosas. Transferências, segundas vias, alterações de características, troca de placas e primeiros emplacamentos fazem parte de uma rotina que, embora conte com o apoio da tecnologia, ainda depende, e muito, do olhar atento de quem tem experiência e conhece cada detalhe do processo.

Grande parte desse volume passa pela Agência dos Despachantes, onde a demanda mensal gira entre 7 mil e 8 mil processos. Um fluxo intenso que conecta cidadãos, profissionais despachantes e servidores do Detran em uma mesma engrenagem.

Celso é despachante há 38 anos

Ao longo dos anos, com o avanço dos serviços digitais, surgiu a expectativa de que a atuação dos despachantes perderia espaço. Porém, na prática, o cenário se mostrou diferente.

Com 38 anos de atuação, o despachante Celso Eduardo Pereira acompanhou de perto essa transformação. “Já peguei casos muito mais demorados. Teve uma remarcação de chassi de caminhão, lá em 1990, que levou oito meses para ser concluída. Era tudo analógico”, relembra.

Hoje, a realidade é outra. “O procedimento é muito mais rápido, graças a Deus”, afirma. Ainda assim, ele faz um alerta: a agilidade não elimina a necessidade de cuidado. “As pessoas acham simples montar um processo, mas muitas vezes não conferem se a documentação está correta. E é aí que começam os problemas.”

Mesmo com os avanços tecnológicos, o trabalho segue exigindo atenção constante. Sistemas, atualizações e novas ferramentas fazem parte da rotina e também trazem desafios. “Dependemos totalmente da internet. Quando há alguma oscilação, precisamos parar e ainda explicar a situação para o cliente”, pontua. Para ele, o caminho está na adaptação. “A tecnologia ajudou muito. A gente precisa acompanhar a evolução e usar o digital a nosso favor.”

Se de um lado a tecnologia trouxe agilidade, do outro também ampliou a demanda e reforçou a importância da análise humana. É o que revela a servidora Ramona Elizabeth Medina, de 68 anos, que soma quase cinco décadas de dedicação ao Detran-MS, sendo 20 anos diretamente no protocolo de processos de transferência.

Uma rotina intensa exige concentração e responsabilidade. “Hoje recebemos entre 7 mil e 8 mil processos por mês, e todos são analisados por duas servidoras. É um volume muito grande”, explica.

Ramona trabalha no Detran-MS há 48 anos

Ramona acompanhou de perto toda a evolução do órgão: da máquina de escrever aos sistemas digitais atuais. “Passei por tudo. Comecei no tempo da máquina de escrever, depois vieram as máquinas IBM, os computadores e agora os sistemas. A gente acompanha e entende que as mudanças são necessárias”, afirma.

Apesar dos avanços, ela reforça que o fator humano continua essencial para garantir a qualidade do serviço. “É um trabalho que exige atenção e compromisso. A gente sabe que não é perfeito, mas faz com dedicação.”

Natural de Porto Murtinho, onde começou no Detran, Ramona foi transferida para Campo Grande em 1996 e construiu uma trajetória marcada pela constância e pelo vínculo com o serviço público. “Sempre gostei do meu trabalho. É uma função que passa confiança para as pessoas”, resume.

Mais do que substituir profissionais, a tecnologia redesenhou o papel de cada um. Hoje, ela agiliza etapas, amplia o acesso aos serviços e facilita a vida do cidadão. Já o trabalho humano garante a análise criteriosa, a correção de inconsistências e a segurança de todo o processo.

Mesmo com os avanços tecnológicos e a ampliação dos serviços digitais, há um público específico que ainda demanda esse tipo de atendimento especializado. A Agência dos Despachantes atende principalmente concessionárias, empresas de transporte e empresários que lidam com grande volume de veículos ou que não dispõem de tempo para acompanhar todas as etapas dos processos. Nesse contexto, a atuação dos despachantes segue essencial, não como substituição ao digital, mas como um complemento que garante agilidade, organização e segurança. É essa demanda que sustenta a existência de uma estrutura exclusiva para os profissionais sindicalizados, que há anos atuam como ponte entre o cidadão e os serviços do Detran-MS. 

“O Detran-MS tem avançado na oferta de serviços digitais, mas entende que o trabalho humano continua sendo fundamental para garantir a segurança e a qualidade dos processos. A tecnologia é uma aliada, mas a análise técnica e o olhar atento dos profissionais fazem toda a diferença no resultado final”, destaca a gerente da Agência Regional de Trânsito de Campo Grande, Juliana Castro.

Mais do que números, são milhares de histórias que passam diariamente pelas mãos de profissionais que atuam com responsabilidade e compromisso, garantindo que cada processo chegue ao cidadão com segurança e confiabilidade. No fim, é esse cuidado que evita problemas futuros, assegura que a documentação esteja correta e dá tranquilidade para quem compra, vende ou precisa regularizar um veículo.


Texto e fotos: Mireli Obando, Comunicação Detran-MS

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Saae/Sorocaba conquista 3º lugar em Ouvidoria na 1ª edição do Prêmio ARES-PCJ – Práticas de Destaque em Saneamento – Agência de Notícias



7 de maio de 2026

14:35

Por: Eduardo Santinon (esantinon@sorocaba.sp.gov.br)

Fotos: Saae/Sorocaba

O Serviço Autônomo de Água e Esgoto (Saae) conquistou, na quarta-feira (6), o 3º lugar em Ouvidoria na 1ª edição do Prêmio “Práticas de Destaque em Saneamento”, promovido pela Agência Reguladora dos Serviços de Saneamento das Bacias dos Rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí (ARES-PCJ), em Americana/SP.

O Prêmio ARES-PCJ tem como objetivo reconhecer, valorizar e divulgar experiências exitosas desenvolvidas nos serviços públicos de saneamento básico. A premiação possui caráter honorífico e busca incentivar soluções que contribuam para a melhoria da prestação dos serviços, inovação na gestão pública e fortalecimento do atendimento à população para os 89 municípios regulados atualmente pela agência.

O Prêmio ARES-PCJ foi concedido em três modalidades: Ouvidoria, Enfretamento da Escassez Hídrica e Coleta Seletiva e Economia Solidária. Na ocasião, o Saae/Sorocaba foi premiado em terceiro lugar na modalidade “Ouvidoria”.

O reconhecimento, com a entrega de troféu para o projeto da autarquia intitulado “Ouvidoria Ativa e Multicanal”, foi idealizado para valorizar a participação dos prestadores de serviços de água e esgoto e a dedicação de seus profissionais nas iniciativas que fortaleçam os canais de escuta e relacionamento com os usuários, ampliando transparência, eficiência e resolutividade no atendimento

A Ouvidoria do Saae/Sorocaba atua em conjunto com a Ouvidoria Geral da Prefeitura de Sorocaba, sendo responsável pelo tratamento de manifestações após o atendimento inicial. Paralelamente, a autarquia dispõe de estrutura ampla de atendimento ao consumidor, composta por: Atendimento Presencial, na Central de Atendimento do Pátio Cianê Shopping e em sete Casas do Cidadão Zeladoria; Atendimento Telefônico Call Center 24 horas; Atendimento Digital pelos Serviços on-line via site institucional, Agência Virtual, Canal “Fale Conosco” e Atendimento via WhatsApp; mais a participação nos programas “Quarta com o Prefeito” e “Prefeitura de Bairro em Bairro” da Prefeitura de Sorocaba.

Um dos fatores de reconhecimento da qualidade do serviço prestado pelo Saae/Sorocaba à população se deu pelo resultado de pesquisa divulgada em 2024, pela agência reguladora ARES-PCJ. O nível de satisfação em relação aos serviços prestados atingiu nota geral de 8,5. Houve evolução na nota em relação às pesquisas anteriores: em 2017 foi 7,8, ao passo que em 2020 registrava 7,7 e, em 2022, foi de 8,4. Veja mais em: https://www.arespcj.com.br/conteudo/pesquisa-de-satisfacao.

“Esse reconhecimento valoriza ainda mais Sorocaba e o cidadão sorocabano, que contam com uma Administração que se dedica a cuidar do saneamento e da infraestrutura da cidade, para trazer um atendimento excelente à população”, salienta o diretor-geral do Saae/Sorocaba, Glauco Fogaça.

Representaram a autarquia na cerimônia de premiação, a diretora administrativa-financeira Dayane Gonzalez, o gerente de assuntos regulatórios Vinícius Poppst e a Coordenadora Especial Kathine Oliveira.

Confira os vencedores, por modalidade:

Categoria Ouvidoria:

1º Águas do Mirante – Piracicaba

2º Samae – Mogi Guaçu

3º Saae – Sorocaba

 

Enfrentamento da Escassez Hídrica:

1° Sanasa – Campinas

2° Águas de Votorantim

3° Águas do Mirante – Piracicaba

 

Coleta Seletiva e Economia Solidária:

1° Santa Bárbara do Oeste

2° Prefeitura de Corumbataí

3° Sanebav – Vinhedo

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Câmeras do Smart City ajudam Guarda Metropolitana e PC na prisão de suspeitas de golpe

Uma operação conjunta entre a Ronda Ostensiva Municipal (Romu), da Guarda Civil Metropolitana de João Pessoa (GCM) e a Delegacia de Roubos e Furtos de Veículos e Cargas (DRFVC) da Polícia Civil (PC) resultou na prisão em flagrante de duas mulheres suspeitas de aplicar o conhecido “Golpe do Baludo”, na Avenida Epitácio Pessoa, na Capital.

A ação foi desencadeada a partir de levantamentos de inteligência e monitoramento realizado pelo sistema Smart City, que permitiram identificar a atuação das suspeitas e acompanhar os deslocamentos até a abordagem realizada pelas equipes de segurança.

De acordo com as investigações, o golpe consiste em uma abordagem planejada para distrair as vítimas. Uma das suspeitas deixa cair um pacote que aparenta conter dinheiro ou objetos de valor. Em seguida, uma comparsa se aproxima oferecendo a possibilidade de dividir uma suposta recompensa pela devolução do material. Durante a distração, as criminosas aproveitam para furtar bolsas, carteiras, documentos e cartões bancários, realizando compras e transações antes que as vítimas percebam o crime.

Durante a operação, as equipes localizaram as suspeitas ainda em atividade. Com elas, foram encontrados pertences de possíveis vítimas, além de materiais que devem contribuir para o aprofundamento das investigações e para a identificação de outros possíveis crimes com o mesmo modus operandi.

Para o secretário de Segurança Urbana e Cidadania de João Pessoa, João Almeida, o resultado da operação reforça a importância da integração entre as forças de segurança e do investimento em tecnologia no combate à criminalidade.

“Esse resultado demonstra que, quando unimos inteligência, tecnologia e atuação integrada entre as instituições, conseguimos dar respostas rápidas e efetivas à população. A Guarda Civil Metropolitana segue trabalhando de forma estratégica, em parceria com as demais forças de segurança, para prevenir crimes e garantir mais tranquilidade para quem vive e circula em João Pessoa”, destacou o secretário.

A atuação integrada entre as forças de segurança reforça a importância do compartilhamento de informações, do monitoramento inteligente e da pronta resposta operacional, garantindo mais proteção à população pessoense.

A Guarda Civil Metropolitana orienta que a população fique atenta a abordagens suspeitas envolvendo objetos supostamente perdidos, dinheiro ou promessas de recompensa feitas por desconhecidos em vias públicas.

Em situações suspeitas, a população pode acionar os canais oficiais de emergência pelos números 197, da Polícia Civil, ou 153, da Guarda Civil Metropolitana.

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Justiça garante à Prefeitura de Nova Iguaçu a propriedade do terreno do Hospital Iguassú

O Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJ-RJ) decidiu que o terreno onde funciona o Hospital Iguassú Maternidade Mariana Bulhões pertence à Prefeitura de Nova Iguaçu. Após analisar a defesa do município, apresentada pela Procuradoria-Geral do Município (PGM-NI), os desembargadores da Quinta Câmara de Direito Público do Tribunal mantiveram, por unanimidade, a sentença de primeira instância, rejeitando os recursos apresentados pela Associação de Caridade Hospital de Iguaçu.

Com o resultado, o TJ-RJ encerrou uma disputa judicial pela propriedade do terreno iniciada em 2014, reconhecendo que a área integra o patrimônio público municipal e reforçando a segurança jurídica sobre um espaço histórico da cidade. Após a decisão favorável em primeira instância, a Prefeitura iniciou, em 2020, as obras de restauração e ampliação do antigo prédio que hoje abriga o Hospital Iguassú Maternidade Mariana Bulhões.

No julgamento, os magistrados acompanharam o voto do relator, desembargador Carlos Alberto Direito Filho, e concluíram que o terreno já era público antes mesmo da construção do hospital. Em defesa de Nova Iguaçu, a PGM-NI demonstrou que a área integra o patrimônio público e que, no local, funcionava a antiga Praça João Pessoa, conhecida como Praça do Fórum.

Os procuradores também destacaram que o hospital foi construído com recursos públicos, inclusive com verba de uma taxa criada especificamente para esse fim. Segundo o entendimento do TJ-RJ, a associação recebeu apenas a posse para administrar a unidade, sem qualquer formalização legal de propriedade. Para os magistrados, embora a entidade tenha utilizado o imóvel ao longo dos anos, não apresentou documentos que comprovassem a posse do terreno.

Com isso, o TJ-RJ também rejeitou o pedido de posse definitiva da área com base no tempo de ocupação, já que a legislação brasileira não permite esse tipo de reconhecimento em bens públicos. A decisão ainda determina a regularização do registro do imóvel em cartório, consolidando a propriedade da Prefeitura de Nova Iguaçu sobre a área do Hospital Iguassú Maternidade Mariana Bulhões.

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Agência Minas Gerais | Praça de Serviços do Governo Presente registra 7,8 mil atendimentos em Barbacena

A passagem da Praça de Serviços – Governo Presente por Barbacena registrou 7.877 atendimentos e orientações à população durante os dois dias de ação realizados na Praça dos Andradas, no Centro da cidade. Com o resultado, o projeto do Governo de Minas alcança a marca de 72.285 serviços prestados em todas as regiões por onde já passou.

Durante os dois dias de ação, os cidadãos tiveram acesso a serviços como emissão da Carteira de Identidade Nacional (CIN), emissão da Carteira de Identificação da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista (Ciptea), vacinação e castração cães e gatos, orientações sobre regularização e negociação de contas, apoio ao produtor rural e acesso a oportunidades de trabalho.

 

Servidores de diferentes órgãos estaduais em um único

 espaço para atender a população. Cristiano Machado / Imprensa MG

A Praça de Serviços já passou por Uberlândia, Ipatinga e Ubá; pelas cidades do Sul de Minas, como Pouso Alegre e Poços de Caldas; pelas cidades históricas de Diamantina e Ouro Preto; além de Uberaba e Araxá, no Triângulo e Alto Paranaíba. 

Ao longo das edições, a iniciativa vem concentrando dezenas de serviços em um único espaço, reduzindo deslocamentos, facilitando atendimentos e fortalecendo a presença do Estado no interior mineiro.

A iniciativa integra o projeto Governo Presente, que percorre municípios-polo do estado promovendo escuta ativa, aproximação entre o Estado e a população.

Projeto está em Paracatu

A Praça de Serviços segue avançando e, nesta quinta-feira (7/5) e sexta-feira (8/5), está em Paracatu, no Noroeste de Minas, dando continuidade à oferta de serviços essenciais e ao fortalecimento do diálogo direto com a população mineira.

O projeto itinerante segue até julho em diferentes regiões do estado. O catálogo completo de serviços, assim como a documentação necessária para cada atendimento, está disponível neste link.

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