CET-Rio organiza trânsito para Vasco x Athletico-PR em São Januário neste domingo (10/05) – Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro

Vias da região do estádio terão interdições e restrições de estacionamento. Arte: CET-Rio

A Companhia de Engenharia de Tráfego do Rio de Janeiro (CET-Rio) implantará uma operação de trânsito neste domingo (10/05), para o jogo entre Vasco e Athletico-PR, pelo Campeonato Brasileiro, que acontece às 20h30 no estádio São Januário, no bairro Vasco da Gama. As interdições ao trânsito de veículos iniciam às 14h30.

O esquema contará com agentes da CET-Rio e apoiadores de tráfego, veículos operacionais e motocicletas, que estarão empenhados na orientação do trânsito. A operação contará, ainda, com sete painéis de mensagens variáveis que informarão sobre os horários dos fechamentos e as rotas alternativas.

A operação visa promover a segurança viária, fluidez do trânsito e a manutenção dos cruzamentos livres, como também a orientação dos motoristas, pedestres e torcedores.

Técnicos da CET-Rio, no Centro de Operações e Resiliência (COR-Rio), irão monitorar toda a movimentação do trânsito por meio das câmeras para que, se necessário, sejam feitos ajustes na programação semafórica com o objetivo de garantir as boas condições.

Interdições

Das 14h30 às 23h30:

– Rua Francisco Palheta, entre a rua São Januário e a rua Ricardo Machado;
– Avenida Roberto Dinamite, entre a rua Ricardo Machado e a rua Dom Carlos;
– Rua Ferreira de Araújo, entre a rua Dulce Rosalina e a avenida Roberto Dinamite.

Das 16h30 às 23h30:

– Rua São Januário, entre a rua Dom Carlos e a rua Bonfim;
– Rua General Argolo, entre a rua Teixeira Júnior e a rua São Januário;
– Rua do Bonfim, sentido Estádio de São Januário, entre a rua Newton Prado e a rua São Januário;
– Rua Ricardo Machado, entre a rua Bela e a rua Prefeito Olímpio de Melo;
– Rua Lima Barros, entre a rua Ricardo Machado e a Rua do Bonfim;
– Rua Newton Prado, entre a rua Ricardo Machado e a rua do Bonfim;
– Rua Dom Carlos, entre a rua São Januário e a avenida Roberto Dinamite;
– Rua Argentina, entre a Rua General Argolo e a rua Senador Alencar.

Mão dupla de circulação

Das 16h30 às 23h30:

– Rua do Bonfim, entre a rua Senador Alencar e a Rua Bela.

Inversão do sentido da via

Das 16h30 às 23h30:

– Rua Teixeira Júnior, entre a avenida Roberto Dinamite e a rua São Januário, que funcionará no sentido da rua São Januário à avenida Roberto Dinamite.

Proibição de estacionamento

A partir das 22h de sábado (09/05) às 23h30 de domingo (10/05):

– Avenida Roberto Dinamite, entre a rua Ricardo Machado e a rua Dom Carlos, em ambos os lados, inclusive na pista lateral do acesso ao estacionamento.

A partir da meia-noite do dia da partida às 23h30:

* Rua Argentina, entre as edificações de números 303 e 195, em ambos os lados;
* Rua Teixeira Júnior, entre a rua São Januário e a rua General Argolo.
– Rua Francisco Palheta, entre a rua São Januário e a rua Ricardo Machado;
– Rua Ferreira de Araújo, entre a rua Dulce Rosalina e a avenida Roberto Dinamite;
– Rua São Januário, entre a rua Dom Carlos e a rua Bonfim;
– Rua General Argolo, entre a rua Teixeira Júnior e a rua São Januário;
– Rua do Bonfim, no sentido ao Estádio de São Januário, entre a rua Newton Prado e a rua São Januário;
– Rua do Bonfim, no trecho entre a rua Senador Alencar e a rua Bela;
– Rua Ricardo Machado, entre a rua Bela e a rua Prefeito Olímpio de Melo;
– Rua Lima Barros, entre a rua Ricardo Machado e a rua do Bonfim;
– Rua Newton Prado, entre a rua Ricardo Machado e a rua do Bonfim;
– Rua Dom Carlos, entre a rua São Januário e a avenida Roberto Dinamite.

Moradores do entorno

O acesso de veículos de moradores do entorno será feito mediante apresentação de comprovante de residência.

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  • 9 de maio de 2026
  • Marcações: interdições São Januário trânsito Vasco da Gama

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    aliança institucional entre Governo e MP assegura avanços no Estado – Agência de Noticias do Governo de Mato Grosso do Sul

    A recondução do procurador de Justiça Romão Ávila Milhan Júnior ao comando do Ministério Público estadual (MPMS) reforçou, na noite de sexta-feira (8), o ambiente de diálogo institucional e cooperação entre os poderes em Mato Grosso do Sul. Durante a cerimônia de posse para o biênio 2026-2028, realizada no Centro de Convenções Rubens Gil de Camillo, em Campo Grande, o governador Eduardo Riedel destacou que o avanço do Estado passa diretamente pela capacidade de construção conjunta entre as instituições.

    Em discurso marcado pela defesa da harmonia entre os poderes, Riedel afirmou que Mato Grosso do Sul tem conseguido consolidar um modelo baseado no respeito às prerrogativas institucionais, mas também na busca permanente por soluções coletivas.

    “O Romão sempre foi uma pessoa de construção, de diálogo, e isso é fundamental. A gente vive o momento que vive em Mato Grosso do Sul muito fruto da harmonia entre os poderes”, afirmou o governador. Segundo ele, a capacidade de convergência entre as instituições cria um ambiente de segurança jurídica, confiança e desenvolvimento. “O simples fato de ter uma postura de construção para a solução conjunta dos problemas muda completamente o ambiente para o Estado, e isso gera confiança e apoia a atração de capital”.

    Ao saudar a recondução de Romão ao cargo, Riedel ressaltou que a reeleição com 96,13% dos votos válidos representa um reconhecimento quase consensual da atuação do procurador-geral à frente da instituição. “É a celebração de uma trajetória fundada na competência, na capacidade de diálogo e no compromisso com os interesses coletivos”, declarou.

    O governador também enfatizou que a parceria entre Governo do Estado e MPMS vem produzindo resultados concretos em diversas áreas estratégicas, como segurança pública, educação, fiscalização, sistema penitenciário, defesa sanitária e combate ao crime organizado.

    Entre as iniciativas destacadas estão o fortalecimento do Gaeco, a atuação conjunta no Comitê de Recuperação de Ativos (Cira-MS), as ações integradas entre o MPMS e a Secretaria de Educação para monitoramento de estudantes em risco de evasão escolar, além da cooperação com a Agepen, Detran, Iagro e forças de segurança pública.

    Riedel também citou o Compor (Centro de Autocomposição de Conflitos e Segurança Jurídica) como um dos principais exemplos dessa construção institucional conjunta. Segundo ele, a iniciativa já apresenta resultados relevantes em áreas como saúde e meio ambiente, reduzindo judicializações e acelerando soluções para demandas complexas.

    “Provamos aqui, na concertação de responsabilidades entre os poderes, que é possível trabalhar com absoluta independência e autonomia funcional, respeito às prerrogativas de cada instituição, sem impedimentos ao interesse público e prejuízo ao bem comum”, pontuou.

    Em sua fala, o procurador-geral reconduzido, Romão Ávila Milhan Júnior, reforçou que o fortalecimento institucional do MPMS ocorre justamente a partir do trabalho integrado entre os órgãos públicos e a sociedade civil. “Ninguém chega em lugar nenhum sozinho. Para tudo que nós formos construir, a gente precisa de um time”, afirmou, ao comparar sua trajetória pessoal à importância da atuação coletiva.

    Romão destacou ainda que o Ministério Público sul-mato-grossense seguirá atuando de forma resolutiva, promovendo diálogo e articulação institucional para enfrentar desafios sociais e fortalecer políticas públicas. “O trabalho deve ser em conjunto. Se nós quisermos mudar essa quadra atual da história, nós temos que nos unir”, declarou.

    O procurador-geral também reforçou a importância das parcerias com o Governo do Estado e demais instituições no combate às organizações criminosas, no fortalecimento da segurança pública e na construção de soluções voltadas à sociedade sul-mato-grossense. “Contem com o Ministério Público do Estado de Mato Grosso do Sul para o futuro não só do Estado, mas para o futuro do Brasil”, concluiu.

    A cerimônia reuniu representantes dos três poderes, integrantes do sistema de Justiça, parlamentares, prefeitos, forças de segurança, lideranças empresariais e membros do Ministério Público de todo o país.

    Comunicação Governo de MS
    Fotos: Álvaro Rezende/Secom-MS

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    Secretarias da Mulher e da Cidadania atuam de forma integrada no atendimento de mulheres vítimas de violência doméstica – Agência de Notícias

    Foto: Divulgação

    A Secretaria da Cidadania (Secid) e a Secretaria da Mulher (Semul) atuam de forma integrada no enfrentamento à violência doméstica, desenvolvendo ações conjuntas para garantir acolhimento, orientação e acompanhamento adequado às mulheres vítimas de violência.

    Como parte desse fortalecimento da rede de proteção, as duas Secretarias alinharam estratégias de atendimento no Centro de Referência da Mulher (Cerem), visando oferecer um serviço mais ágil, humanizado e eficiente.

    Além disso, a Secretaria da Mulher contribui com importantes projetos voltados ao fortalecimento emocional, social e financeiro das mulheres, como o “Bem Me Quero”, que oferece apoio psicológico, e a “Escola de Empreendedoras”, que incentiva a autonomia e a independência financeira. Em parceria com outras Secretarias, como a Secretaria de Relações do Trabalho e Qualificação Profissional (Sert), também são realizados encaminhamentos para oportunidades de emprego, elaboração de currículos e participação em iniciativas como a Expo Mulheres Empreendedoras.

    Nos casos de sofrimento psíquico severo, as mulheres são encaminhadas à rede de saúde, por meio do Centro de Atenção Psicossocial (Caps), garantindo atendimento especializado. Dessa forma, Secid e Semul reafirmam o compromisso conjunto de proteger, acolher e promover a reconstrução da autonomia e da dignidade das mulheres, fortalecendo a rede municipal de enfrentamento à violência doméstica.

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    Mulheres negras do Norte e Nordeste são as mais afetadas pela fome

    Por MRNews

    Lares chefiados por mulheres negras das regiões Norte e Nordeste são os mais afetados pela insegurança alimentar grave. Os dados constam do estudo As faces da desigualdade: raça, sexo e alimentação no Brasil (2017-2023), autoria de Veruska Prado e Rute Costa.

    “Ser mulher e negra significou maior convivência com as desigualdades e injustiças alimentares”, diz as autoras. A publicação é promovida pela organização Fian Brasil.

    Segundo o estudo, os lares com maiores prevalências de insegurança alimentar são domicílios chefiados por mulheres negras (38,5%), seguidos daqueles chefiados por homens negros (28,9%), por mulheres brancas (22,2%) e, por fim, aparecem os domicílios chefiados por homens brancos (15,7%).

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    A pesquisa aponta que domicílios chefiados por mulheres autodeclaradas negras também apresentaram piores cenários de insegurança alimentar em todas as regiões do país, mas de forma mais grave nas regiões Norte e Nordeste.

    Nestas quase metade dos lares chefiados por mulheres negras vivenciavam algum grau de insegurança alimentar (46,3% e 45,7%, respectivamente).

    “A frequência da fome entre lares chefiados por mulheres negras em situação de trabalho formal é a mesma encontrada para domicílios chefiados por homens brancos em situação de trabalho informal”, afirmam as autoras.

    • Sul, Sudeste e Centro-Oeste apresentam melhores índices de segurança alimentar, especialmente entre lares chefiados por pessoas brancas.
    • Norte e Nordeste concentram os piores indicadores, sobretudo entre domicílios chefiados por negros e, em particular, mulheres negras
    • A insegurança alimentar é mais frequente na zona rural do que na urbana, reforçando a necessidade de políticas específicas para o campo

    “A inserção no mercado de trabalho formal e o tipo de ocupação influenciam fortemente a situação alimentar dos domicílios”, diz a publicação.

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    No entanto, também entre o grupo dos domicílios chefiados por indivíduos que informaram ser “empregadores” foram observadas diferenças segundo a raça. Os lares chefiados por pessoas autodeclaradas brancas apresentaram frequências de segurança alimentar um pouco maiores do que aqueles chefiados por pessoas negras.

    “Uma lista de maior para menor frequência de segurança alimentar entre este grupo pode ser assim sintetizada: domicílios chefiados por mulheres brancas (95,2%), homens brancos (93,8%), mulheres negras (89,4%) e homens negros (89%)”, constata o levantamento.

    Segundo Rute Costa, estruturas de opressão, mais além do que o acesso ao alimento, interferem na forma como as pessoas vão seguir suas vidas com qualidade, com saúde.

    “A segurança alimentar é sensível às políticas sociais. Em momentos em que houve maior investimento, os dados demonstram uma mudança importante. A retomada do Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Consea) e o fortalecimento do Bolsa Família em 2023 são expressões de que precisamos, de fato, de políticas públicas para promover mudanças sociais”, disse Costa que é professora adjunta do Instituto de Alimentação e Nutrição da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

    O estudo se debruçou sobre o período imediatamente anterior ao anúncio da nova saída do Brasil do Mapa da Fome, em 2025, pela Organização das Nações Unidas (ONU). https://agenciabrasil.ebc.com.br/internacional/noticia/2025-07/brasil-sai-do-mapa-da-fome-indica-relatorio-onu Estimada em 15,5% em 2022, a insegurança alimentar grave (fome) baixou a 4,1% em 2023.

    Serviço de psicologia da Coordenadoria LGBT foca na escuta humanizada de pessoas LGBTQIA+

    A Coordenadoria de Promoção à Cidadania LGBT mantém um dos serviços mais procurados pelas pessoas LGBTQIA+, que são os atendimentos psicológicos. Com uma acolhida adequada, escuta qualificada e abordagem centrada na humanização, a psicologia tem dado resultados expressivos, no sentido de reforçar o autoconhecimento e a dignidade dos usuários.

    Luna Viana é uma mulher trans de 19 anos e trabalha com comunicação, através do programa Jovem Aprendiz. Ela é uma das muitas que têm na psicologia um suporte necessário para lidar com os momentos que a vida impõe.

    Ela chegou até a Coordenadoria através de uma outra demanda, estava buscando orientação para retificar sua documentação. Hoje, Luna faz um acompanhamento psicológico frequente e fala do quanto este serviço foi e é necessário para seu entendimento como uma pessoa trans numa sociedade ainda bastante preconceituosa.

    “Com as sessões, tenho aprendido a buscar cura para mim mesma. Graças à terapia eu faço escolhas mais conscientes entendendo meus problemas sem me perder tanto neles. A minha psicóloga faz eu me sentir realmente ouvida. Com a ajuda dela, consigo enxergar as minhas potências, minhas possibilidades num momento em que eu não conseguia ver isso”, afirmou Luna.

    A coordenadora de Psicologia da Coordenadoria LGBT, Thamara Bernardino, explicou que trata-se de um público que tem suas especificidades e isso exige mais de um profissional. “As pessoas que nos procuram são as mais diversas possíveis e identificamos que existe uma dificuldade de pertencimento dentro da sociedade. Muitas vezes são pessoas em sofrimento psíquico, pois enfrentam todas as formas de violência”, disse a psicóloga.

    Ela acrescentou que, por outro lado, a Coordenadoria LGBT recebe pessoas que estão em busca do autoconhecimento. “Quando a gente se conhece melhor, sabe até onde por ir, é possível conhecer nossos limites, mas também compreender que existem fortalezas que podem ser ultrapassadas. Isso abre muitas portas”, explicou Thamara Bernardino.

    Luna pode ser um exemplo do que representa o autoconhecimento para uma pessoa trans. “Muito do que eu tenho conquistado hoje é resultado desse apoio psicológico, desse incentivo. Como uma pessoa trans, atravessando várias situações em muitas camadas, vale a pena ter este apoio. E não é apenas conseguir lidar com os problemas, acho que é aprender a tomar as rédeas do protagonismo da sua vida”, afirmou.

    Se a terapia tem sido definidora para que Luna tenha uma vida digna e exerça seus direitos de cidadã como todas as pessoas, para a psicóloga Thamara Bernardino também há um papel decisivo na profissão que escolheu.

    “É um desafio e uma experiência transformadora porque a escuta humanizada é o que dá sentido a esta prática clínica. Para mim é um gesto ético, político e humano. Este trabalho é um compromisso com a dignidade humana. Cada indivíduo que chega aqui carrega sua história de vida que é única e precisa ser respeitada”, pontuou.

    A Coordenadoria LGBT está situada na Rua Diogo Velho, 150, Centro. Para mais informações sobre o atendimento psicológico, as pessoas interessadas podem entrar em contato através do WhatsApp 83 99394-3402.

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    Reconhecimento a pioneiras da seleção feminina é “resgate” e “legado”

    Há mais de duas décadas, Márcia Honório da Silva constrói o futuro do futebol brasileiro com a mesma garra que demonstrou em cerca de 20 anos de carreira nos gramados. Quando pendurou as chuteiras, passou a trabalhar nas categorias de base do futsal do Juventus, tradicional clube paulistano. Entre os nomes que ajudou a revelar, inicialmente, no salão, estão o volante Nonato (Fluminense) e o meia Rodrigo Nestor (Bahia).

    Atualmente Marcinha – como a ex-jogadora é conhecida – coordena equipes de futsal, com crianças de sete a 10 anos, na Sociedade Esportiva e Recreativa de Caieiras (SP), cidade onde nasceu há 63 anos. Uma dessas crianças já foi Matheus Bidu, hoje lateral-esquerdo do Corinthians. Os times são predominantemente masculinos. Mas no sub-7, uma garota joga em meio aos meninos.

    “Na minha época, isso não podia”, recordou a ex-jogadora, à Agência Brasil.

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    Márcia Honório fez parte da primeira seleção brasileira de mulheres, que foi terceira colocada no Torneio Experimental da Federação Internacional de Futebol (Fifa), em 1988, na China. O evento reuniu 12 países e serviu de base para criação da edição inaugural da Copa do Mundo Feminina, três anos depois, no mesmo local.

    “Eu vivi o começo de tudo, quando não tínhamos nada, além da vontade. Eu falo para eles [crianças] que, hoje, existe estrutura, visibilidade, mas o que faz um campeão ainda é o mesmo que a gente tinha lá atrás. É coração, é respeito pela história, é a disciplina de querer sempre ser o melhor”, disse Marcinha.
     

    Após aposentar as chuteiras, Marcinha se dedicou à equipes de base do futsal. Na foto ela aparece ao lado do ex-aluno Matheus Bidu, hoje lateral-esquerdo do Corinthians – Acervo Pessoal/Márcia Honório

    Pioneiras como ela, que enfrentaram falta de apoio e visibilidade pelo sonho de viverem do futebol, podem conquistar um reparo histórico quase três décadas depois. O Projeto de Lei 1315/2026, que estabelece a Lei Geral da Copa de 2027, a ser disputada no Brasil, prevê o pagamento de R$ 500 mil às atletas das gerações de 1988 e de 1991.

    A Iniciativa é inspirada em medida adotada na ocasião do Mundial masculino de 2014, quando 51 campeões das edições de 1958, 1962 e 1970 – ou seus sucessores legais, no caso de falecidos – foram reconhecidos.

    “Trata-se de resgatar uma dignidade que foi negada por décadas. É prova de que aquela luta em campo finalmente foi reconhecida para a história oficial do nosso país. Lógico, vai ajudar bastante muita gente, mas acho que o reconhecimento é muito importante não só na parte financeira”, destacou Márcia Honório.

    Assim como a ex-meio-campista, Rosilane Camargo Motta segue ligada ao esporte. Fanta, apelido da lateral-esquerda presente no Torneio de 1988 e em  três Copas do Mundo (1991, 1995 e 1999), dá aulas de futebol para meninas no Parque Oeste, Rio de Janeiro. Alimenta sonhos que, hoje, são mais factíveis que nos 20 anos dedicados por ela aos gramados, representando clubes como Santos, Vasco e Radar, este último o principal time feminino do país nos anos 1980.

    “[Ensino] vivência, disciplina, persistência e amadurecimento dentro da nossa modalidade, que já foi proibida um dia”, contou Fanta, à Agência Brasil, fazendo menção ao período entre 1941 e 1979, em que a prática do futebol foi vetada às mulheres, devido ao Decreto-Lei 3199, do governo Getúlio Vargas.

    Atualmente, a ex-jogadora Fanta (terceira da esquerda para a direita) dá aulas de futebol para meninas no Parque Oeste, Rio de Janeiro – Acervo Pessoal/Rosilane Camargo Motta

    “[O reconhecimento às pioneiras] É justo e positivo. Acredito que a luta nunca foi em vão. Acredito também que a reparação é um legado deixado para nova geração”, completou a ex-lateral-esquerda, de 60 anos, que também consegue um dinheiro extra como churrasqueira.

    Fanta trabalha, ainda, em uma das Vilas Olímpicas do projeto Rio: Capital do Futebol Feminino, de fomento à modalidade por meio de aulas gratuitas, ao lado da ex-zagueira Marisa, outra pioneira, capitã da seleção de 1988. A iniciativa tem como base a Copa do Mundo do ano que vem. A realização do Mundial em solo brasileiro, aliás, é aguardada com expectativa pelas pioneiras.

    “A importância é que só de ser no Brasil é uma grande vitória. O resto [impacto da Copa no futebol feminino], unidos pela modalidade, teremos que descobrir juntos”, projetou Fanta.

    “Que a Copa venha melhorar o profissionalismo dos clubes, federações. Que invistam na base para colher frutos. Que a gente mude a preparação das marcas, mostrando que investir na mulher e na mulher atleta é necessário. E ver estádios lotados. Espero que o Brasil mostre ao mundo que sabemos organizar um evento digno do futebol feminino. Temos muito a fazer ainda, mas acho que melhoramos bastante desde a nossa época”, concluiu Márcia Honório.

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    Agência Minas Gerais | Previsão do tempo para Minas Gerais neste sábado, 9 de maio

    O sábado (9/5) deve ser de céu parcialmente nublado. com possibilidade de chuvas isoladas, nos vales do Jequitinhonha, Mucuri e Rio Doce, e céu parcialmente nublado na Zona da Mata. Nas demais regiões de Minas Gerais, a previsão é de céu claro a parcialmente nublado. 

    A temperatura mínima prevista para Minas ao longo do dia é 12° C e a máxima de 33° C.

    Clique aqui para conferir a previsão completa do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).

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    CER II e Associação Pestalozzi realizam reunião para construção de Projeto Terapêutico Singular em Bonito – Prefeitura Municipal de Bonito

    O CER II de Bonito promoveu, nos dias 06 e 07 de maio, encontros voltados ao fortalecimento do trabalho em rede e à construção conjunta de estratégias de acompanhamento aos usuários atendidos no município.

    Na terça-feira (06), a equipe do CER II participou de mais um momento de discussão de rede em parceria com profissionais da Educação, promovendo diálogo, troca de experiências e alinhamento de ações voltadas aos pacientes e alunos acompanhados em comum pelos serviços.

    Já na quarta-feira (07), o CER II realizou uma reunião em parceria com a Associação Pestalozzi de Bonito para a construção do Projeto Terapêutico Singular (PTS), ferramenta que organiza o cuidado de forma individualizada, considerando as necessidades e particularidades de cada usuário.

    Os encontros reuniram profissionais das áreas da saúde e educação em momentos de escuta, planejamento e construção coletiva de estratégias que contribuem para um atendimento mais humanizado, integrado e eficaz.

    A atuação conjunta entre os setores amplia as possibilidades de cuidado, fortalece a inclusão e contribui para o desenvolvimento integral das crianças e usuários atendidos, garantindo um acompanhamento mais próximo e multidisciplinar às famílias bonitenses.

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    Rio lança primeira edição da Rio Nature and Climate Week e anuncia shows em Ipanema – Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro

    Semana internacional dedicada à agenda climática ocorrerá entre 1 e 6 de junho. Imagem: Divulgação

    O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Cavaliere, assinou, nesta sexta-feira (08/05), no Museu do Amanhã, o termo de parceria para a realização na cidade da Rio Nature & Climate Week (RNCW) e do Global Citizen Live: Rio de Janeiro pelos próximos cinco anos. A primeira edição da semana internacional voltada à agenda de clima, natureza e desenvolvimento ocorrerá entre os dias 1 e 6 de junho. E o Global Citizen Live terá como atrações principais Lauryn Hill e Wyclef Jean, além da cantora Ludmilla, no dia 6 de junho, na Praia de Ipanema.

    Inspirada em iniciativas realizadas em cidades como Londres e Nova York, a Rio Nature & Climate Week nasce com a proposta de consolidar o Rio de Janeiro como uma plataforma internacional de mobilização e soluções para o clima e a natureza a partir da perspectiva do Sul Global. A programação contará com uma conferência principal no Píer Mauá, na Região Portuária, além de encontros temáticos, ativações culturais e eventos em diferentes pontos da cidade liderados por comunidades, organizações da sociedade civil, setor privado, governos e instituições multilaterais.

    — O Rio se consolida como cidade anfitriã da Rio Nature & Climate Week e do Global Citzen. Será uma semana global com pesquisadores, com lideranças, grupos, empresas, chefes de Estado, prefeitos de diferentes lugares do mundo para discutir clima aqui no Rio de Janeiro, como já é a tradição da nossa cidade, desde a Rio 92. E não há como discutir economia sem falar em transição energética, descarbonização e nos grandes desafios do mundo hoje. A semana do clima do Rio já se consolida no calendário anual da cidade para os próximos cinco anos — afirmou o prefeito Eduardo Cavaliere.

    O anúncio, no Museu do Amanhã, foi realizado ao lado de Rodrigo Medeiros, idealizador da Rio Nature & Climate Week, Brazil Lead da Re:wild e presidente do Instituto Natureza e Clima Brasil, e de Mick Sheldrick, cofundador do Global Citizen, e do secretário municipal de Cultura, Lucas Padilha.

    — A realização do Global Citizen coloca o Rio de Janeiro como palco de um evento global de uma plataforma de mobilização na sociedade civil, no mercado de governos, para a discussão climática. É uma festa de engajamento, um encontro que celebra, mas também critica a realidade que a gente vive. Um evento que tem uma lógica de gratificação e de premiação daquelas pessoas que fazem a diferença para questão climática e ambiental, e essas pessoas participam desse show que é Global Citizen Live — disse o secretário Lucas Padilha.

    Uma das novidades da semana será o lançamento do edital RNCW Grassroots, iniciativa inédita voltada ao apoio de organizações sociais de base e projetos comunitários que promovam ações e ativações em seus territórios durante a programação do evento.

    A organização da Rio Nature & Climate Week é liderada pelo Instituto Natureza e Clima Brasil e conta com uma rede de parceiros e apoiadores que inclui Re:wild, Global Citizen, Instituto Igarapé, Instituto Talanoa, Earthshot Prize, Instituto Amazônia+21 e a Prefeitura do Rio de Janeiro, entre outras instituições nacionais e internacionais.

    A programação da Conferência Principal, no Píer Mauá, reunirá lideranças nacionais e internacionais das áreas de clima, biodiversidade, desenvolvimento sustentável, economia e finanças. Entre os convidados confirmados estão o ex-primeiro-ministro de Portugal José Manuel Durão Barroso, o presidente do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), Ilan Goldfajn, o cientista Carlos Nobre, a ativista indígena equatoriana Helena Gualinga e o presidente da COP30, André Corrêa do Lago, entre outros nomes ligados às agendas de clima, biodiversidade e desenvolvimento sustentável.

    — A Rio Nature & Climate Week nasce com a ambição de fortalecer o protagonismo do Sul Global e abrir mais espaço para vozes que, embora estejam na linha de frente das soluções e dos impactos, ainda seguem sub-representadas nos grandes debates internacionais sobre clima e natureza —, afirmou Rodrigo Medeiros, presidente do Instituto Natureza e Clima Brasil e Senior Brazil Lead da Re:wild.

    Inspirada pelo legado do Rio de Janeiro na construção da governança ambiental internacional — com marcos como a Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento (Rio-92) e a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável (Rio+20) —, a Rio Nature & Climate Week busca se firmar como um polo de convergência entre lideranças, ideias e propostas, capaz de aproximar agendas que frequentemente avançam de forma fragmentada, além de incorporar a diversidade territorial da cidade à sua programação.

    Sobre a Rio Nature & Climate Week

    A Rio Nature & Climate Week é uma iniciativa internacional criada para acelerar soluções integradas para clima, natureza e desenvolvimento, a partir de uma perspectiva enraizada no Sul Global. Realizada no Rio de Janeiro, a iniciativa reúne lideranças de diferentes setores em uma semana de diálogo, articulação, mobilização e ação, combinando programação oficial, eventos parceiros e ativações distribuídas pela cidade.

    Global Citzen

    O Global Citizen anunciou o seu retorno ao Brasil com duas ativações como parte da primeira edição da Rio Nature & Climate Week. O Global Citizen NOW: Rio de Janeiro, cúpula que impulsiona ações sobre os desafios mais urgentes do mundo, acontecerá em Botafogo, na quinta-feira, 4 de junho. E o Global Citizen Live: Rio de Janeiro, que encerra a semana com shows de Lauryn Hill e Wyclef Jean, que vão celebrar os 30 anos do álbum The Score do Fugees , e da cantora Ludmilla, na Praia de Ipanema no sábado, 6 de junho.

    — Este evento serve para demonstrar o que pode acontecer quando reunimos tomadores de decisões, elevamos as vozes culturais e mobilizamos o público para a tomada de ações. Nós não acreditamos que apenas a consciência muda o mundo. A ação muda o mundo. No Global Citzen NOW: Rio de Janeiro, os líderes se reunirão para estabelecer compromissos e parcerias focados em algumas das questões mais urgentes para as comunidades aqui na América Latina e por todo o Sul Global, incluindo acesso à energia e limpa, educação, trabalhos, segurança alimentar e saúde global — afirmou Hugh Evans, fundador e CEO do Global Citzen, que participou do anúncio por videoconferência.

    Rapper e fundador do grupo Fugees, Wyclef Jean falou – também por videoconferência – sobre a expectativa de se apresentar na praia de Ipanema durante o evento.

    — Fugees são o Brasil, e o Brasil é o Fugees. Nós estamos ansiosos para ver todos na praia, preparados ou não (Ready or Not), nós vamos chegar com tudo — concluiu o músico, relembrando um dos maiores sucessos da banda.

    O secretário municipal de Cultura, Lucas Padilha, participou da entrevista coletiva para apresentar a programação dos eventos e celebrou a parceria da prefeitura para realizar o Rio Nature & Climate Week e o Global Citizen Live:

    – O Rio de Janeiro será palco de um evento global, de uma plataforma de mobilização na sociedade civil, no mercado, nos governos, para a discussão climática. É uma festa de engajamento, um encontro que celebra, mas também critica a realidade que a gente vive. Um evento que tem uma lógica de gratificação e de premiação daquelas pessoas que fazem a diferença para questão climática e ambiental, e essas pessoas participam desse show que é o Global Citizen Live. – disse Lucas Padilha.

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  • 8 de maio de 2026
  • Marcações: Global Citizen Live: Rio de Janeiro Museu do Amanhã Pier Mauá Rio Nature & Climate Week

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    Formação em policiamento restaurativo aproxima culturas e fortalece cooperação internacional em MS

    A Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública de Mato Grosso do Sul (Sejusp-MS) encerrou, na quinta-feira (7), um ciclo de formação em Justiça e Policiamento Restaurativo realizado em cinco regiões com grande densidade populacional indígena no Estado: Dourados, Naviraí, Ponta Porã, Aquidauana e Corumbá.

    Ao todo, 430 agentes estaduais de segurança pública — entre policiais civis e militares, peritos oficiais e bombeiros militares — participaram da capacitação, promovida em parceria com a Secretaria de Estado da Cidadania e o Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF3) e com recursos do Fundo Estadual de Segurança Pública (Fesp).

    O policial militar indígena Amildo Malheiro Vaz, que atua na Aldeia Limão Verde, em Aquidauana, destacou a importância da iniciativa e reforçou que o conceito apresentado se assemelha ao trabalho já desenvolvido por meio dos Conselhos Comunitários de Segurança Indígena.

    “Ampliar esse conhecimento para colegas de outros municípios é muito importante. Tudo vem para agregar e fortalecer ainda mais o policiamento dentro das comunidades indígenas. Primeiro, é fundamental conhecer a cultura indígena. Durante o curso, tivemos momentos de interação entre indígenas e não indígenas, que são os policiais. Conhecer essa realidade é essencial, principalmente em um estado que possui a terceira maior população indígena do país”, afirmou.

    Em cada município, indígenas participaram como agentes metodológicos, contribuindo diretamente para os debates e para a construção das atividades. A conselheira estadual dos Povos Originários em Contexto Urbano da região Sul/Conesul de Mato Grosso do Sul, Luciane Gallo, ressaltou a importância da aproximação entre as forças de segurança e as comunidades indígenas.

    “Recebemos esse curso com muita alegria. Ele traz confiança, segurança e também uma forma mais tranquila de atuação conjunta com as forças policiais. Essa aproximação é importante para fortalecer o policiamento nas comunidades indígenas, garantindo segurança sem deixar de respeitar a ancestralidade, os nossos valores e a cultura dos povos indígenas”, disse.

    Integração internacional

    Um dos diferenciais do ciclo de formação foi a participação de representantes das polícias do Paraguai e da Bolívia. Mato Grosso do Sul possui mais de mil quilômetros de fronteira seca com os dois países e enfrenta desafios semelhantes relacionados às comunidades indígenas.

    O comissário paraguaio Francisco Galeano Diaz destacou a relevância da integração internacional e da troca de experiências entre os países. “É importante receber essa instrução, essa forma e evocar diferentes maneiras de identificar os problemas, tomá-los com muita importância e, assim, poder dar o melhor serviço e ter uma melhor comunicação com a comunidade, com os valores e os princípios, e ter uma comunicação fluída, que são pontos tão ressaltantes que tivemos nesse curso. E esse conhecimento teórico vamos pôr em prática em nossa região e em nosso local de trabalho. Estou seguro de que vai ser de muita utilidade em nosso departamento”, afirmou.

    Justiça restaurativa e segurança pública

    Dra. Raquel Amaral – Foto: Matheus Carvalho

    Idealizadora do curso e coordenadora do Centro de Justiça Restaurativa de Mato Grosso do Sul (Cejure-MS), a juíza federal Raquel Domingues do Amaral classificou o policiamento como a “ponta de lança do sistema de Justiça”.

    “Se queremos uma Justiça restaurativa, também precisamos de um policiamento restaurativo. E a Justiça restaurativa é uma prática ancestral indígena. Essa forma de fazer Justiça, preocupada com o dano e com a autorresponsabilização do ofensor, abre espaço para a interculturalidade e para o diálogo entre culturas”, explicou.

    Segundo a magistrada, compreender as especificidades culturais de cada povo indígena melhora o diálogo e aumenta a eficácia da atuação das forças de segurança.

    “Hoje, por exemplo, temos dificuldades de comunicação, principalmente com os povos Guarani e Kaiowá, porque muitos indígenas não falam português. Em situações de flagrante ou depoimento, isso pode gerar incompreensão. Quando os agentes participam dos círculos de paz e conhecem a visão de mundo dessas comunidades, passam a atuar com mais sensibilidade cultural. Isso melhora o trabalho da Polícia Militar, da Polícia Civil e da perícia em qualquer tipo de ocorrência”, destacou.

    Formação contínua

    Para o superintendente de Segurança Pública da Sejusp, Tiago Macedo dos Santos, o ciclo representa o início de uma mudança cultural dentro das instituições de segurança pública.

    “Capacitação é um processo contínuo. Nosso objetivo é ampliar esse trabalho e incorporar essa perspectiva à cultura organizacional das forças de segurança. Somando as cinco edições no interior e a edição piloto em Campo Grande, chegamos a quase 500 agentes capacitados e mais de 60 lideranças indígenas participantes. O principal resultado é a aproximação e o diálogo construídos entre policiais e comunidades indígenas”, afirmou.

    O secretário de Estado da Cidadania, José Francisco Sarmento Nogueira, afirmou que a iniciativa representa uma oportunidade de repensar as relações institucionais com os povos indígenas e outros grupos historicamente vulnerabilizados.

    “Toda iniciativa inovadora abre caminhos para repensarmos nossas ações. Precisamos refletir sobre a forma como o Estado se relaciona com os grupos minoritários, que nós definimos como minoritários, e repensar a maneira que o Estado trabalha com esses grupos é muito importante. A Justiça e o policiamento restaurativos representam uma nova possibilidade de repensar aquilo que está feito”, destacou.

    Jornada de conhecimento

    Desde o dia 23 de abril, a equipe composta por professores de renome nacional e internacional percorreu os cinco municípios, promovendo conhecimento, reflexão e aproximação entre os agentes de segurança pública e os povos originários.

    Durante a jornada, os participantes tiveram acesso aos conceitos de Justiça Restaurativa, Policiamento Restaurativo e Policiamento Indígena, além de experiências nacionais e internacionais desenvolvidas no Canadá e nos Estados Unidos, adaptadas à realidade brasileira. As atividades em circulo de paz deram um caráter de integração no curso.

    O corpo docente do curso é coordenado pelo professor titular de Justiça Criminal e Justiça Restaurativa da Governors State University, João Salm, e contou com a participação da especialista em Consolidação da Paz no Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), Janet Murdock; do professor de Estudos de Justiça da Universidade de Regina, no Canadá, Nicholas Jones; do pesquisador sênior do Centro de Pesquisa e Inovação em Justiça de Chicago, James Coldren; da juíza federal e membro do Órgão de Macrogestão da Justiça Restaurativa do TRF3, Kátia Roncada; do perito oficial forense papiloscopista Orivaldo Mendonça Júnior; além da juíza federal Raquel Domingues do Amaral.

    Joilson Francelino, Comunicação Sejusp
    Foto destaque: Matheus Carvalho

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