Futuro da engenharia no Brasil é debatido em encontro nacional em Santa Catarina
A capital catarinense, Florianópolis, tornou-se o centro de debates sobre os rumos da engenharia brasileira nesta quinta-feira, 5. O Seminário ANE 2026 – O Futuro da Engenharia no Brasil, realizado na sede da Federação das Indústrias de Santa Catarina (Fiesc), reuniu autoridades, pesquisadores e lideranças empresariais para traçar as perspectivas da área perante as novas tecnologias e demandas de mercado.
Inovação e desafios do setor produtivo
O evento, organizado pela Academia Nacional de Engenharia (ANE), focou em temas cruciais para a competitividade nacional. Entre os tópicos discutidos, destacam-se a implementação de Inteligência Artificial e robótica na indústria, o uso estratégico de terras raras, a soberania tecnológica, a matriz elétrica e o avanço da bioindústria.
O secretário de Estado de Indústria, Comércio e Serviços, Leodegar Tiscoski, que representou o governador Jorginho Mello na abertura, reforçou a importância dessa interlocução. “Discutir o futuro da engenharia é discutir o futuro do desenvolvimento econômico do Brasil. Precisamos aproximar cada vez mais o conhecimento, a inovação e a formação profissional das necessidades do setor produtivo”, afirmou o secretário.
Qualificação e mercado de trabalho
Um dos pontos centrais da discussão foi o descompasso entre a formação acadêmica e as necessidades reais das empresas. Os dados apresentados durante o seminário trazem números relevantes para o cenário nacional:
- Santa Catarina forma cerca de 9 mil profissionais anualmente em áreas de ciências, tecnologia, engenharias e matemática.
- A estimativa para o setor de tecnologia catarinense é de uma demanda de 100 mil novas vagas até o ano de 2027.
Além da qualificação técnica, o evento busca estratégias para reduzir a evasão escolar nos cursos de engenharia, incentivar o ingresso de novos estudantes e ampliar a presença feminina nas profissões ligadas ao setor.
Impacto para o desenvolvimento regional
O seminário é importante por propor soluções práticas para a carência de profissionais qualificados. O fortalecimento da engenharia impacta diretamente a economia, visto que a capacidade de inovação e a mão de obra preparada são diferenciais competitivos fundamentais para atrair investimentos e gerar empregos.
Ao final do evento, que continua nesta sexta-feira, 6, a ANE deve publicar um documento com propostas concretas para o aprimoramento da formação de engenheiros e engenheiras de excelência no país. Esse material servirá como um norteador para ações governamentais e acadêmicas voltadas ao desenvolvimento tecnológico brasileiro.
Com informações de Governo de Santa Catarina.