Congresso em SC debate o futuro da saúde materno-infantil com mil especialistas
A cidade de Joinville, em Santa Catarina, tornou-se o epicentro de discussões cruciais sobre a assistência hospitalar entre os dias 4 e 6 de setembro. O I Congresso Catarinense de Perinatologia e Inovação em Saúde Materno-Infantil, organizado pela Maternidade Darcy Vargas (MDV), reuniu aproximadamente mil inscritos, incluindo especialistas, estudantes e gestores da rede pública de saúde.
Foco na qualificação da assistência pública
O encontro tem como objetivo central o aprimoramento das práticas assistenciais voltadas ao binômio mãe-bebê. Através de uma agenda técnica que inclui palestras, mesas-redondas e debates, o congresso busca integrar as mais recentes evidências científicas às rotinas hospitalares. Os temas abordam desde políticas públicas de saúde e segurança do paciente até o uso de tecnologias digitais voltadas ao período neonatal.
Segundo o diretor da Maternidade Darcy Vargas, Fábio Magrini, a iniciativa é um passo estratégico para o fortalecimento da rede de saúde. “Estamos promovendo um espaço de atualização científica, integração e troca de experiências entre profissionais, gestores, pesquisadores e instituições de saúde. Nosso objetivo é fortalecer a rede de atenção e qualificar cada vez mais os serviços”, afirma o gestor.
Temas centrais e impacto na rotina hospitalar
Entre os tópicos de maior relevância debatidos durante os três dias de congresso está o manejo da hipertensão na gestação. Por ser uma das principais causas de prematuridade e complicações maternas no Brasil, o assunto recebeu atenção especial através da fala do ginecologista e obstetra Giorgio Conte Tondello, vice-presidente da Rede Brasileira de Estudos sobre Hipertensão na Gravidez.
- Prevenção e tratamento de síndromes hipertensivas gestacionais;
- Uso de novos biomarcadores na assistência;
- Estratégias para reduzir hemorragias pós-parto;
- Humanização do parto e direitos das gestantes.
Por que este debate é relevante para o SUS?
Eventos dessa natureza são fundamentais para a saúde pública em qualquer estado, incluindo o Nordeste brasileiro. A troca de protocolos baseados em evidências garante que o atendimento seja padronizado e mais seguro. Ao discutir inovações em tecnologias de monitoramento neonatal e comunicação empática, o congresso contribui para que as maternidades reduzam índices de mortalidade e melhorem a experiência das pacientes dentro do Sistema Único de Saúde (SUS).
O congresso contou com a presença de autoridades da Secretaria de Estado da Saúde de Santa Catarina e representantes de várias regiões. A iniciativa destaca a importância da qualificação contínua das equipes de saúde como ferramenta indispensável para garantir um atendimento humanizado e tecnicamente rigoroso à população.
Com informações de Governo de Santa Catarina.