EUA voltam a atacar Irã, que retalia contra base militar no Kuwait

Por MRNews

Os Estados Unidos (EUA) lançaram o segundo ataque contra o Irã em três dias, durante a madrugada desta quinta-feira (28). Em retaliação, o Irã informou que lançou mísseis contra uma base militar dos EUA na região, sem especificar qual. Porém, o Kuwait comunicou que interceptou projéteis em seu espaço aéreo.

A troca de ataques coloca em risco o frágil cessar-fogo entre Irã e EUA enquanto Israel segue bombardeando o Líbano, incluindo Beirute, a capital. Teerã exige que a guerra cesse também no Líbano. Nesse contexto, as negociações continuam sem dar resultados.

Os militares dos EUA informaram que o ataque do Irã em direção ao Kuwait ocorreu após eles terem abatido cinco drones do Irã e, supostamente, impedido o lançamento de um sexto drone de dentro do território iraniano, na cidade de Bandar Abbas.

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O Comando Central dos EUA, que coordena os militares do país no Oriente Médio, argumentou que os drones representavam “uma ameaça clara perto do Estreito de Ormuz”.

Em resposta, o Corpo da Guarda Revolucionária do Irã (IRGC) informou que alvejou uma base militar dos Estados Unidos (EUA) às 4h50 de hoje no horário local. Tal base foi considerada a origem do ataque dos EUA aos arredores do aeroporto de Bandar Abbas, no Sul do Irã.

“Esta resposta é um sério aviso para que o inimigo saiba que o ataque não ficará sem resposta e, se for repetido, nossa resposta será mais decisiva”, diz comunicado do IRGC.

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Kuwait 

Apesar do Irã não informar o país onde essa base dos EUA estaria sediada, tanto o Kuwait, quanto os EUA, afirmam que os mísseis iranianos foram lançados em direção ao Kuwait, e que teriam sido interceptados pelas forças kuwaitianas.

“Na manhã de quinta-feira, as defesas aéreas do Exército do Kuwait interceptaram e destruíram drones e mísseis inimigos. As fortes explosões ouvidas em algumas partes do Kuwait foram resultado dessas interceptações”, informou o Estado-Maior do Exército do Kuait, em comunicado.

Os países do Golfo Arábia Saudita, Catar e Emirados Árabes Unidos (EAU) criticaram a retaliação do Irã contra o território do Kuwait.

“O Ministério das Relações Exteriores expressa a condenação do Reino da Arábia Saudita e sua repulsa nas mais fortes palavras aos ataques hostis com mísseis e drones contra o Estado irmão do Kuwait”, diz o governo da Arábia Saudita.

Israel no Líbano

Apesar de um suposto acordo de cessar-fogo, Israel segue com sua campanha de bombardeios no Líbano, incluindo ataques à capital Beirute. Por outro lado, o grupo político-militar Hezbollah tem realizado operações contra forças israelenses na região.

Desde o início da atual fase do conflito no Líbano, em 2 de março, mais de 3,2 mil pessoas moreram no país, que ainda tece mais de 9,7 mil feridos, segundo dados do Ministério da Saúde do Líbano. 

Negociações sem resultado

Enquanto o Irã exige a saída das bases militares dos EUA do Oriente Médio, o desbloqueio dos recursos do país congelados no exterior, além do levantamento das sanções econômicas; Washington exige a entrega do urânio iraniano e a abertura completa do Estreito de Ormuz, por onde transitavam cerca de 20% do petróleo do planeta.

Nesta quarta-feira, o chefe da comissão de segurança nacional do parlamento iraniano, Ibrahim Azizi, afirmou que o país não abrirá mão de certas exigências.

“O Irã não será pressionado a recuar das suas linhas vermelhas pela retórica de Trump: o direito de enriquecer urânio, a posse de urânio enriquecido, a autoridade sobre o Estreito de Ormuz e a remoção de sanções”, comentou.

O Irã se recusa a negociar, neste primeiro momento, o programa nuclear do país, que o governo sempre alegou ser para fins pacíficos. Ao mesmo tempo, defende nova gestão sobre o Estreito de Ormuz diferente de como era antes da guerra.

>> Clique aqui e saiba mais sobre o programa nuclear iraniano

Para analistas consultados pela Agência Brasil, a justificativa dos EUA e de Israel para entrarem em guerra contra o Irã, que seria o programa nuclear do país, entre outros motivos, é apenas um pretexto.

O objetivo principal seria derrubar a República Islâmica como forma de projetar o poder de Israel na região e barrar a expansão econômica da China.

 

AAdvantage ou Avios? Qual estratégia faz mais sentido para viajar melhor em 2026

Por MRNews

AAdvantage ou Avios? Qual estratégia faz mais sentido para viajar melhor em 2026

O universo das milhas mudou bastante nos últimos anos. Programas que antes eram considerados imbatíveis começaram a perder espaço, enquanto novas estratégias passaram a entregar emissões mais baratas, previsíveis e fáceis de acumular.

E uma das maiores dúvidas atualmente entre os viajantes brasileiros é justamente essa: ainda vale focar no AAdvantage da American Airlines ou os Avios se tornaram a melhor alternativa?

A resposta depende muito do perfil do viajante, mas olhando o cenário de 2026, os programas baseados em Avios ganharam enorme relevância no mercado.

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O que aconteceu com o AAdvantage?

Durante muitos anos, o AAdvantage foi praticamente o sonho de quem emitia passagens internacionais. Era relativamente fácil encontrar executiva para os Estados Unidos, Ásia e até Europa por valores extremamente competitivos.

Mas o cenário mudou.

Hoje, as emissões da American Airlines estão muito mais caras, principalmente em Classe Executiva e Primeira Classe. Encontrar passagens por valores baixos virou exceção.

Trechos Brasil – Estados Unidos que antes apareciam por 57 mil ou 65 mil milhas em executiva agora frequentemente ultrapassam 200 mil, 300 mil ou até 400 mil milhas por trecho em datas concorridas.

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Além disso, o programa ficou mais difícil de acumular no Brasil.

O Santander AAdvantage Black já teve campanhas extremamente agressivas no passado, mas perdeu espaço dentro do próprio Santander. As promoções ficaram menos frequentes e a geração de milhas ficou mais cara.

Outro problema é a imprevisibilidade.

O AAdvantage trabalha com precificação dinâmica nos voos da American Airlines. Ou seja: o mesmo voo pode custar 70 mil milhas hoje e 500 mil amanhã.

Isso dificulta planejamento e torna a estratégia muito menos eficiente.

Onde o AAdvantage ainda é forte?

Apesar da perda de relevância, o programa ainda possui pontos muito interessantes.

Cancelamento gratuito

Esse talvez seja um dos maiores diferenciais do AAdvantage atualmente.

Você pode cancelar passagens emitidas sem multa, inclusive poucas horas antes do voo, recuperando as milhas e as taxas.

Para quem faz reservas estratégicas ou possui agenda instável, isso é extremamente útil.

Emissões nacionais na GOL

Outro ponto positivo são os voos domésticos na GOL.

Ainda é possível encontrar emissões por 7,5 mil milhas em alguns trechos nacionais, principalmente em viagens de última hora.

Para quem utiliza bastante ponte aérea ou viagens emergenciais, o programa continua tendo valor.

Status elite

O programa também permite construir status relevantes na American Airlines, na aliança oneworld e até na GOL.

Clientes do Santander AAdvantage Black conseguem acelerar bastante esse processo através dos gastos no cartão.

O crescimento da estratégia com Avios

Enquanto o AAdvantage ficou mais caro e mais difícil, os Avios cresceram muito.

Hoje, você pode utilizar Avios em diversos programas integrados:

  • Iberia Club
  • British Airways Club
  • Qatar Airways Privilege Club
  • Finnair Plus

E o grande diferencial é justamente a flexibilidade.

Os pontos podem ser transferidos entre os programas gratuitamente, permitindo escolher sempre a emissão mais vantajosa.

Emissões muito mais previsíveis

Uma das maiores vantagens dos Avios é a tabela mais estável.

Você sabe aproximadamente quanto irá gastar dependendo da rota e da temporada.

Exemplo de executiva para Europa voando Iberia:

  • 40.500 Avios saindo de Recife ou Fortaleza
  • 50.500 Avios saindo de São Paulo ou Rio

Na econômica, aparecem emissões a partir de 16 mil Avios para Europa.

Isso cria previsibilidade e facilita o planejamento das viagens.

Mais facilidade para acumular

Outro ponto importante é o custo de geração.

Hoje, gerar milhas AAdvantage costuma custar praticamente o dobro quando comparado aos Avios.

Enquanto muitos especialistas estimam o milheiro AAdvantage próximo de R$ 100, os Avios frequentemente aparecem na faixa dos R$ 50 por milheiro através de promoções, clubes e transferências bonificadas.

Isso muda completamente a conta.

Avios permitem mais possibilidades

Com Avios, você consegue emitir voos em:

  • Iberia
  • British Airways
  • Qatar Airways
  • LATAM
  • American Airlines
  • Finnair
  • companhias oneworld

Na prática, isso abre inúmeras rotas:

  • Estados Unidos via LATAM ou American
  • Europa via Iberia ou British
  • Oriente Médio via Qatar
  • América do Sul via LATAM

A flexibilidade acaba sendo muito maior.

Então o AAdvantage morreu?

Não.

O programa ainda possui utilidade, especialmente para:

  • quem valoriza cancelamento gratuito;
  • quem utiliza bastante GOL;
  • quem busca status elite;
  • quem já possui saldo relevante acumulado.

Mas para novas estratégias focadas em geração massiva de milhas e emissões internacionais premium, os Avios hoje aparecem como uma alternativa muito mais eficiente para a maioria dos viajantes.

O maior erro nas milhas em 2026

O mercado muda rapidamente.

Muita gente continua presa a estratégias que funcionavam perfeitamente há 5 ou 10 anos, mas que perderam competitividade.

E esse talvez seja o maior erro no universo das milhas: não se atualizar.

Programas mudam regras, bancos alteram paridades, surgem novas promoções e novas oportunidades.

Quem acompanha essas mudanças consegue viajar mais gastando menos.

Conclusão

O AAdvantage continua sendo um programa forte, mas claramente perdeu espaço nos últimos anos.

Já os Avios ganharam protagonismo graças à flexibilidade, emissões previsíveis, maior facilidade de acúmulo e custo muito menor para geração de pontos.

Para muitos brasileiros em 2026, a estratégia com Avios passou a fazer mais sentido no médio e longo prazo.

Mas o cenário ideal talvez não seja escolher apenas um programa.

Os viajantes mais estratégicos normalmente utilizam diferentes programas ao mesmo tempo, aproveitando as vantagens específicas de cada um.


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Povos tradicionais lançam aliança inédita para defender Mata Atlântica

Por MRNews

Representantes de territórios ancestrais lançaram nesta quarta-feira (27), em São Paulo, a Aliança dos Povos e Comunidades Tradicionais Guardiões da Mata Atlântica. O lançamento ocorreu na Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (USP), no Dia Nacional da Mata Atlântica.

Formada por povos indígenas, caiçaras, quilombolas, caboclos, marisqueiras, povos de terreiro e pescadores artesanais de várias partes do país, a aliança foi organizada para representar e defender a Mata Atlântica, um dos biomas mais ameaçados do país. A coalizão também luta pela garantia dos direitos territoriais desses povos e comunidades.

“Somos povos e comunidades tradicionais, guardiãs e guardiões de saberes ancestrais que nos permitem cuidar de nossa mãe natureza, suas florestas, rios, lagoas e mares”, diz o manifesto de lançamento da aliança.

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Em entrevista à Agência Brasil, a coordenadora da Comissão Guarani Yvyrupa e habitante da Aldeia Rio Bonito, no Sertão de Itamambuca, em Ubatuba (SP), Ivanildes Kerexu, disse que a aliança é um projeto de união dos povos e que busca também reforçar a luta por esse território.

“Precisamos fazer essa Aliança da Mata Atlântica para que a gente possa ter o direito de políticas públicas e, claro, também para a preservação ambiental”, disse a coordenadora.

“O que manteve até hoje a Mata Atlântica sempre foram as comunidades tradicionais que nela vivem e que estão ali resistindo”, reforçou.

Para os povos indígenas, contou Ivanildes, a Mata Atlântica tem um significado muito especial, por incorporar “uma espiritualidade muito forte”. “Nossa crença do povo Guarani sempre foi que essa é uma região que para gente seria uma terra sem mal. Essa é a visão que o nosso povo sempre teve.”

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Lançamento da Aliança dos Povos e Comunidades Tradicionais Guardiões da Mata Atlântica – Foto: Vinícius Carvalho/OTSS-Fiocruz

Presente ao ato de lançamento, a deputada federal Sonia Guajajara (PSOL-SP), ex-ministra dos Povos Indígenas, ressaltou a importância do movimento como espaço de diálogo, de denúncias e de construção.

“Para nós é óbvio: o que para nós é o dia a dia de enfrentamento que a gente faz nem sempre é compreendido pelas estruturas legais. Por isso se fazem necessárias essas vozes todos os dias para que essa mensagem chegue em todos os lugares. E não só chegue, mas que seja compreendida”, disse durante o evento.

Segundo Guajajara, além das consequências da exploração, da mineração e do desmatamento, o Brasil enfrenta agora uma ameaça internacional relacionada à exploração de terras raras e minerais críticos.

“Se as terras raras forem exploradas da mesma forma, sem considerar direitos, sem considerar salvaguardas, sem considerar consulta livre, prévia e informada, as consequências não serão diferentes do que é a exploração do petróleo para nossos povos”, disse ela.

Por isso, destacou a ex-ministra, a criação dessa articulação nasce em momento bastante oportuno. “A gente enfrenta estruturas muito poderosas, como a econômica e a política, que não querem de forma alguma compreender o que a gente faz enquanto contribuição para a vida no planeta. Então, esse fórum de comunidades dos povos tradicionais em defesa da Mata Atlântica se fortalece num momento muito necessário, que é esse momento em que mais da metade da Mata Atlântica já se perdeu.”

Rede de proteção

A Aliança dos Povos e Comunidades Tradicionais Guardiões da Mata Atlântica nasceu como uma grande rede de proteção desse bioma, considerado o berço comum da história e da biodiversidade brasileira.

Primeiro bioma a sofrer os impactos da colonização, atualmente a Mata Atlântica é ameaçada pelos grandes empreendimentos e pela especulação imobiliária. Outros fatores que também têm contribuído para a sua destruição, dizem os integrantes da aliança, é o turismo exploratório – principalmente com a construção de novos resorts, além do uso de agrotóxicos e da exploração do petróleo e de combustíveis fósseis.

Cachoeiras de Macacu (RJ) – Vista da Prainha do Rio Guapiaçu, com área de Mata Atlântica ao redor – Foto: Fernando Frazão/Arquivo/Agência Brasil

Dados sobre a Mata Atlântica revelam que restam hoje apenas cerca de 12,4% de sua vegetação original, que originalmente cobria 15% do território brasileiro em 17 estados.

Apesar disso, a floresta ainda abriga mais de 20 mil espécies de plantas e mais de 2 mil espécies de animais vertebrados, sendo que muitas delas não existem em nenhum outro lugar do mundo.

Além disso, o bioma é vital para a economia e a vida humana, sendo responsável pelo abastecimento de água de mais de 145 milhões de brasileiros, o que representa cerca de 70% da população do país.

“O tema da Mata Atlântica é recorrente em todo país. Praticamente entre todas as comunidades tradicionais do país passa-se pela necessidade de um cuidado maior com a Mata Atlântica. É por conta da Mata Atlântica que nós temos o nosso de comer e o nosso modo de viver”, disse José Wellington Fontes Nascimento, mais conhecido como Wellington Quilombola. Ele é coordenador do Movimento Quilombola de Sergipe, além de pesquisador e agora coordenador executivo da aliança.

“A Mata Atlântica vem sendo atacada. Em cada estado a gente encontra situações bem parecidas. Por exemplo, na nossa comunidade Quilombo Porto d’Areia já se tornou comum encontrarmos nas ruas animais como cobra, paca, tatu e outros que estão tendo seu habitat destruído. Por conta disso, eles procuram abrigo nas residências”, relatou.

“Então, nossa intenção é que a gente possa, com essa aliança, chamar atenção não só do governo nas três esferas, mas dos movimentos sociais e do próprio povo para necessidade da preservação da nossa mata e do nosso bioma, que é o nosso modo de ser e de viver.”

Segundo o líder quilombola, o movimento pretende não só dar visibilidade para o papel que essas comunidades desempenham no manejo sustentável e na conservação ambiental, mas também propor mudanças políticas para evitar a exploração predatória desse bioma.

“A política que nós precisamos é a política da boa vivência entre as comunidades tradicionais e os povos que também precisam dela. E não será com tanta exploração e com tanta destruição que a gente vai conseguir vencer. Então a gente precisa mudar essa política”, disse ele à Agência Brasil. “A gente quer chamar atenção [para esse problema] e queremos sentar à mesa para conversar [com as autoridades] para tentar mudar essa situação”, reforçou.

Governo de SP reforça vacina contra febre amarela na região do ABC

Por MRNews

O governo paulista anunciou reforço da vacina contra a febre amarela na região do Grande ABC, composta por sete municípios e parte da região metropolitana de São Paulo. 

A medida foi adotada após a morte de um primata não humano na cidade de Santo André.

O estado tem, até o momento, nove casos da doença em humanos, dos quais cinco mortes. 

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Segundo a secretaria estadual de Saúde de São Paulo, a presença do vírus em primatas indica risco de transmissão em áreas de mata, parques, unidades de conservação e regiões próximas a corredores ecológicos.

Em Santo André, a vacina é recomendada para crianças a partir de 6 meses de idade. As crianças entre 6 e 8 meses devem receber a chamada “dose zero”. Idosos com 60 anos ou mais, gestantes e mulheres que estejam amamentando crianças de até 6 meses também podem ser vacinados, após avaliação médica. 

As cidades de São Bernardo do Campo, São Caetano do Sul, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra já tem recomendação para vacinação de quem frequenta áreas de risco ou não fizeram o ciclo completo de imunização, a partir de nove meses de idade.

Aqueles que receberam a vacina fracionada em 2018, último surto da doença no estado, devem receber nova dose completa.

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Febre amarela

A febre amarela é transmitida por mosquitos em áreas silvestres. 

Não há transmissão direta entre pessoas ou entre primatas e humanos.

Não há registro de febre amarela urbana no Brasil desde 1942.

Seleção brasileira se apresenta na Granja Comary para a Copa do Mundo

Por MRNews

A maioria dos 26 convocados para defender a seleção brasileira na Copa do Mundo já está reunida na Granja Comary (RJ) para a reta final de preparação para a competição que começa daqui a 15 dias. O primeiro a chegar foi o volante Casemiro, ainda na noite de terça-feira (26), mas boa parte da Amarelinha, incluindo o atacante Neymar, se apresentou ao longo desta quarta (27). Para facilitar o deslocamento e evitar desgaste físico dos atletas, a CBF fretou helicópteros para leva-los até a Granja.

Os últimos a se juntarem ao grupo serão Gabriel Martinelli e Gabriel Magalhães – ambos do Arsenal (Inglaterra) – e Marquinhos (Paris Saint-Germain/França) que disputam a final da Liga dos Campeões no próximo sábado (30), em Budapeste (Hungria).

Ao chegarem na Granja Comary os jogadores passaram por avaliações médicas e de um treinamento coletivo no final da tarde, sem a presença da imprensa. Até sábado (30), o técnico italiano Carlo Ancelotti comandará quatro sessões de treino, visando o amistoso contra o Panamá, no domingo (31), às 18h30 (horário de Brasília), no Estadio do Maracanã. O jogo marcará a despedida da seleção da torcida brasileira. No dia seguinte, o elenco viaja para os Estados Unidos, uma das sedes do Mundial, junto com Canadá e México.

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Antes da estreia na Copa, a Amarelinha fará o último amistoso contra Egito, no dia 6 de junho, em Cleveland (EUA). A estreia no Mundial será contra Marrocos, em 13 de junho (um sábado), às 19, no MetLife Stadium, no estado de Nova Jersey. O Brasil está no Grupo C, que tem ainda Haiti e Escócia.

Mulheres de 45 a 64 anos lideram mercado de cannabis medicinal no país

Por MRNews

As mulheres mais velhas e empregadas são as principais consumidoras de cannabis medicinal importada no Brasil. Um levantamento inédito divulgado pela Blis Data em homenagem ao Mês das Mães comprova essa realidade entre as brasileiras que têm filhos.

A Blis Data possui o maior banco de dados de pacientes em tratamento canábico da América Latina.

Perfil etário e socioeconômico

As mulheres de 55 a 64 anos lideram o segmento no país e representam 28,2% do total de pacientes. O grupo de 45 a 54 anos aparece em seguida, com 27,2%. Juntos, esses dois grupos representam mais da metade das mulheres consumidoras de cannabis medicinal no Brasil.

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As pacientes de 35 a 44 anos ocupam a terceira posição, com 18,7%. O grupo de mulheres com mais de 65 anos representa 16,3% do mercado, enquanto as mais jovens, de 18 a 34 anos, ocupam o último lugar, com apenas 9,6%.

A maior parte delas trabalha (79,9%) e se exercita regularmente (75,1%). Todas as regiões do país estão representadas na apuração. Contudo, Sudeste (61,6%) e Sul (19,7%) totalizam 81,3% do total de pacientes.

A pesquisa trabalhou com uma amostragem de 7.092 pessoas – número obtido a partir da seleção de pessoas do gênero feminino e que têm filhos dentro de uma base original de 70 mil registros de indivíduos que usam medicamentos canábicos sob prescrição médica.

Principais sintomas e tratamentos

Os distúrbios do sono e a dor crônica são as queixas mais frequentes nas consultas médicas e motivam 28,9% e 16,3% dos tratamentos, respectivamente. A saúde mental também se destaca como um motivo relevante para o uso da cannabis medicinal. O transtorno de ansiedade responde por 14,9% dos casos, e a depressão representa 9,2%.

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As pacientes também procuram alívio de sintomas de fibromialgia, estresse pós-traumático e Transtorno de Déficit de Atenção Com Hiperatividade (TDAH), entre outras doenças ou condições.

Sete em cada dez mães combinam os remédios provenientes da planta com medicamentos convencionais. Além disso, 50% das participantes da pesquisa declararam que nunca haviam utilizado cannabis antes de iniciar o tratamento médico prescrito.

Os dados completos da pesquisa estão disponíveis para consulta no site especial da Blis Data.

PF e CGU investigam descontos não autorizados de pensionistas

Por MRNews

A Polícia Federal (PF) e a Controladoria-Geral da União (CGU) deflagram nesta quarta-feira (27) uma nova fase da Operação Sem Desconto nos estados de Pernambuco, de São Paulo e da Paraíba, além do Distrito Federal. A operação investiga o esquema nacional de descontos associativos não autorizados em aposentadorias e em pensões.

Em nota, a corporação informou que estão sendo cumpridos 31 mandados de busca e apreensão e oito medidas cautelares de monitoramento eletrônico, além de outras medidas constritivas expedidas pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

“Nesta fase, a ação tem como finalidade aprofundar as investigações que visam esclarecer a prática de diversos crimes contra a administração pública, tais como constituição de organização criminosa, estelionato previdenciário e atos de ocultação e de dilapidação patrimonial”, destacou a PF.

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Em março, a PF e a CGU já haviam deflagrado a Operação Indébito, um desdobramento da Operação Sem Desconto. À época, policiais federais e auditores cumpriram 19 mandados de busca e apreensão e dois mandados de prisão, além de outras medidas cautelares, no Ceará e no Distrito Federal.

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Entenda

Em abril de 2025, a PF e a CGU deflagraram a Operação Sem Desconto. As investigações identificaram a existência de irregularidades relacionadas a descontos de mensalidades associativas aplicados sobre benefícios previdenciários, principalmente aposentadorias e pensões, concedidos pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

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A estimativa é de que entidades investigadas tenham descontado de aposentados e pensionistas cerca de R$ 6,3 bilhões entre 2019 e 2024. À época, pelo menos seis servidores públicos foram afastados de suas funções.

Cerca de 700 policiais federais e 80 servidores da CGU cumpriram mais de 200 mandados judiciais de busca e apreensão, ordens de sequestro de bens no valor de mais de R$ 1 bilhão e seis mandados de prisão temporária em diversos estados e no DF.

 

Ministério manda recolher lote de azeite impróprio para o consumo

Por MRNews

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) identificou irregularidades no lote 260289 do azeite de oliva extravirgem da marca San Paolo, considerado desclassificado e impróprio para consumo humano.

As análise das amostras coletadas confirmou a presença de mistura de outros óleos vegetais na composição do produto, caracterizando fraude. Com base no resultado laboratorial, a fiscalização determinou o recolhimento imediato do lote irregular.

Também foram identificadas irregularidades relacionadas à empresa responsável pela importação e comercialização do produto. O endereço e o Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ) informados nos rótulos e nos documentos fiscais não foram localizados ou confirmados.

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A empresa foi notificada pela Superintendência Federal de Agricultura em São Paulo, mas não apresentou manifestação dentro do prazo e será autuada administrativamente.

“A comercialização do produto constitui infração grave, e os estabelecimentos que mantiverem os itens à venda poderão ser responsabilizados. O Ministério orienta os consumidores a interromperem imediatamente o uso do produto e solicitarem a substituição, conforme previsto no Código de Defesa do Consumidor”, informou a pasta.

A Agência Brasil não localizou o contato da empresa. 

Dicas

Segundo o Ministério da Agricultura, para evitar comprar um azeite fora dos critérios de conformidade, o consumidor deve seguir algumas orientações: 

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Vazamento de dados no INSS expõe 2,8 milhões de CPFs; 98% de falecidos

  • Desconfie do preço (produtos com valores muito abaixo do praticado pelo mercado devem acender um alerta)
  • Confira a lista dos produtos irregulares já apreendidos em ações do Mapa
  • Fique atento às características da embalagem: o vidro deve ser escuro
  • Prefira produtos com a data de envaze mais recente

Vazamento de dados no INSS expõe 2,8 milhões de CPFs; 98% de falecidos

Por MRNews

O recente vazamento de dados no sistema do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) atingiu 2,8 milhões de Cadastro de Pessoas Físicas (CPFs), informou nesta terça-feira (26) a Dataprev, estatal responsável pelo processamento de informações da Previdência Social.

As informações foram divulgadas na reunião do Conselho Nacional da Previdência Social (CNPS).

Segundo a empresa, cerca de 98% dos dados acessados pertenciam a pessoas já falecidas. Ainda assim, aproximadamente 52 mil segurados vivos tiveram informações expostas durante o incidente de segurança ocorrido em abril.

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O número divulgado agora é superior à estimativa inicial apresentada por técnicos do Instituto Nacional do Seguro Social, que mencionava cerca de 2 milhões de registros afetados.

Dados vazados

De acordo com a Dataprev, os acessos indevidos envolveram CPFs e datas de nascimento de segurados.

A estatal explicou que um mesmo CPF pode ter sido consultado mais de uma vez, o que ajuda a explicar o volume elevado de acessos registrados.

Segundo a empresa, não houve liberação indevida de benefícios nem contratação automática de empréstimos consignados.

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Falha no sistema

A investigação preliminar aponta que o problema ocorreu por causa de uma falha no sistema do aplicativo Meu INSS.

Segundo Edmar dos Santos Ferreira Junior, representante da Dataprev no CNPS, uma área que deveria exigir login estava acessível sem autenticação.

“Era uma consulta que estava dentro de uma interface logada, mas ela aceitava uma resposta para quando você estivesse em um ambiente público”, afirmou. O incidente, segundo ele, durou apenas um dia.

Correção imediata

A Dataprev informou que o erro foi corrigido assim que identificado. A empresa afirmou ainda que desenvolve novas barreiras de segurança para impedir consultas simultâneas em massa.

“Como medida de proteção adicional, a Dataprev implementou novos controles de segurança com limites de acesso”, informou a estatal.

Em nota, o INSS informou que a concessão de benefícios possui diferentes etapas de validação e segurança.

“A concessão de qualquer benefício possui uma série de travas de segurança. O INSS tem reforçado seus controles internos a fim de oferecer maior segurança à análise de seus benefícios”, afirmou a autarquia.

Caso revelado

O vazamento foi identificado em 22 de abril, mas tornou-se público apenas na semana passada. Segundo a Dataprev e o INSS, a Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD) foi acionada logo após a descoberta do problema.

O caso levantou preocupação entre especialistas em segurança digital por causa da quantidade de dados expostos.

Risco de fraude

Embora o governo afirme que não houve concessão irregular de benefícios, especialistas alertam que informações vazadas podem ser usadas em golpes e fraudes financeiras.

O banco de dados do INSS reúne informações pessoais de aposentados, pensionistas e beneficiários de programas sociais, incluindo vínculos empregatícios e dados cadastrais.

Histórico recente

Essa não é a primeira falha de segurança envolvendo sistemas do INSS.

Em 2024, o instituto confirmou outro incidente que expôs informações sigilosas de aposentados e beneficiários de programas assistenciais.

Na ocasião, o governo também afirmou ter reforçado os mecanismos de proteção dos sistemas previdenciários.

Acordo evita uso do Fundo Social para socorro ao agronegócio

Por MRNews

O Congresso e o Executivo fecharam um acordo para retirar a previsão de uso de recursos do Fundo Social do projeto sobre renegociação das dívidas rurais. A utilização era questionada pela equipe econômica do governo federal.

A informação foi confirmada nesta terça-feira (26) pela senadora Tereza Cristina (PP-MS), após reunião entre parlamentares e integrantes do governo, no Ministério da Fazenda.

Segundo o relator do projeto, o senador Renan Calheiros (MDB-AL), a expectativa é retomar a discussão do texto nesta quarta-feira (27), na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado, com um entendimento consolidado entre Congresso e Executivo.

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Trecho retirado

A proposta inicial previa utilizar recursos do Fundo Social para viabilizar o programa de renegociação das dívidas do setor agropecuário.

O fundo foi criado para receber parte das receitas da exploração do petróleo do pré-sal e financia áreas como educação, saúde, habitação popular, meio ambiente e combate à pobreza.

A utilização desses recursos para o programa rural enfrentava resistência da equipe econômica, que defendia preservar a finalidade original do mecanismo.

Com o acordo fechado nesta semana, o trecho será retirado do projeto.

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Recursos do Tesouro Nacional

Segundo o líder do governo na Câmara, Paulo Pimenta (PT-RS), o Tesouro Nacional poderá utilizar diferentes fontes de recursos para custear a iniciativa.

“O valor vai ser definido a partir do momento que nós definirmos quais são os critérios. Os critérios estão sendo debatidos”, afirmou o deputado.

De acordo com Pimenta, ainda não há estimativa oficial do volume total de dívidas que poderá ser renegociado.

Novas condições

Na semana passada, o governo tinha fechado um acordo para aumentar de um para dois anos o tempo de carência (início do pagamento das parcelas) e de seis para até dez anos o prazo de pagamento das dívidas renegociadas.

As taxas de juros deverão variar conforme o porte do produtor rural. Os critérios finais ainda estão em discussão entre governo e parlamentares.

Critérios climáticos

Uma das propostas analisadas prevê prioridade para produtores que tiveram duas safras afetadas por eventos climáticos extremos.

Segundo Pimenta, agricultores enquadrados nessas condições poderão ter acesso a regras mais favoráveis dentro do programa.

“Então, o produtor que se enquadra em todos esses critérios terá um tratamento”, disse o parlamentar.

Produtores fora desses critérios também poderão aderir ao refinanciamento, mas em condições diferentes.

Sem MP

Com o acordo costurado entre Congresso e governo, a tendência é que o tema avance por meio do projeto de lei já em tramitação.

Segundo Renan Calheiros, isso reduz a necessidade de edição de uma medida provisória para tratar da renegociação das dívidas rurais.