Definidos os duelos da oitavas da Copa do Brasil, com clássico no RJ

Por MRNews

Os confrontos das oitavas de final da Copa do Brasil e os mandos de camo foram definidos por sorteio nesta terça-feira (26) na sede da CBF, no Rio de Janeiro. Entre os embates com 14 times da Série A e apenas dois da Série B do Campeonato Brasileiro (Juventude e Fortaleza), haverá apenas um clássico regional, entre os cariocas Vasco x Fluminense. Os times se enfrentaram ano passado nas semifinais do torneio e o Cruzmaltino avançou à final.

Os jogos ocorrerão após a pausa no calendário em razão da Copa do Mundo. As partidas estão previstas para o início de agosto –  dias 1º e 2 (ida) e dias 5 e 6 (volta).  A CBF ainda divulgará a programação com datas e horários das partidas.

Os clubes que decidirão a classificação às quartas em casa estão Fluminense, Corinthians, Grêmio, Vitória, Juventude, Remo, Cruzeiro e Fortaleza.

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A Copa do Brasil começou em 18 de fevereiro e reuniu 128 times, 34 a mais que na edição de 2025. Pela primeira vez o torneio distribuirá duas vagas para a Copa Libertadores da América: o campeão se classifica diretamente à fase de grupos e o vice disputará a Pré-Libertadores.  

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Duelos das oitavas 

Confronto 1

Vasco x Fluminense – Estádio do Maracanã

Fluminense x Vasco – Maracanã

Confronto 2

Internacional x Corinthians – Beira-Rio

Corinthians x Internacional – Neo Química Arena

Confronto 3

Mirassol x Grêmio – Estádio Municipal José Maria de Campos Maia

Grêmio x Mirassol – Arena do Grêmio

Confronto 4

Athletico-PR x Vitória – Arena da Baixada

Vitória x Athletico-PR – Estádio do Barradão

Confronto 5

Atlético-MG x Juventude – Arena MRV

Juventude x Atlético-MG – Estádio Alfredo Jaconi

Confronto 6

Santos x Remo – Vila Belmiro

Remo x Santos – Estádio do Mangueirão

Confronto 7

Chapecoense x Cruzeiro – Arena Condá

Cruzeiro x Chapecoense – Estádio do Mineirão

Confronto 8

Palmeiras x Fortaleza – Nubank Parque

Fortaleza x Palmeiras – Arena Castelão

PF faz operação para investigar crimes ligados ao Master

Por MRNews

Por EBC,

A Polícia Federal está nas ruas do Rio de Janeiro nesta manhã de terça-feira (26) com a Operação Compliance Zero e investiga possíveis crimes financeiros envolvendo recursos do Fundo Único de Previdência Social do Estado do Rio de Janeiro (Rioprevidência).

A PF investiga aplicações de R$ 2,01 bilhões a partir de 2024 em fundos do Banco Master, instituição suspeita de fraudes financeiras e que foi liquidada pelo Banco Central em novembro de 2025.

Na época em que essas aplicações foram feitas, a Rioprevidência estava sob gestão do então governador Cláudio Castro. Castro renunciou ao mandato este ano e está inelegível.

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A investigação desta manhã é um desdobramento da Operação Barco de Papel, que identificou aportes de R$ 970 milhões em Letras Financeiras também do Banco Master entre 2023 e 2024.

A ação da PF, apura ao todo cerca de R$ 3 bilhões transferidos pela Rioprevidência.

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Frias nega ao STF envio de emendas para financiar filme de Bolsonaro

Por MRNews

O deputado Mário Frias (PL-SP) negou nesta segunda-feira (25) ter enviado emendas parlamentares para financiar a produtora responsável pelas gravações da cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Apontado como produtor executivo do filme, Frias é alvo de uma apuração preliminar no Supremo Tribunal Federal (STF) sobre o suposto desvio de finalidade na destinação de R$ 2 milhões ao Instituto Conhecer Brasil. A organização não governamental (ONG) é ligada à produtora audiovisual Go Up Enterteinment, responsável pelas gravações do filme Dark Horse, que ainda não foi lançado e retrata a trajetória política do ex-presidente.

Em manifestação enviada ao ministro Flávio Dino, relator do caso, Frias disse que a suspeita de desvio é “falsa, desprovida de qualquer lastro probatório e difamatória”.

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Segundo o parlamentar, suas emendas foram direcionadas para financiar projetos de inclusão digital, empreendedorismo e esportes.

“Não há, nos autos, uma única prova sequer de que esses recursos tenham sido desviados para qualquer produção cinematográfica. A alegação é puramente especulativa e baseada em uma suposta associação ilícita entre pessoas jurídicas que, segundo a denunciante, compartilham endereço, argumento frágil, insuficiente e juridicamente irrelevante para sustentar qualquer irregularidade”, afirmou.

O caso chegou ao STF por meio de uma representação feita pela deputada Tabata Amaral (PSB-SP). 

O deputado também disse que um parecer da Câmara dos Deputados confirmou que não há irregularidades nas emendas.

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“O advogado-chefe da Câmara dos Deputados, Dr. Jules Michelet Pereira Queiroz e Silva, em manifestação oficial de 6 de abril de 2026, corroborou integralmente o entendimento da CONOF [Consultoria de Orçamento e Fiscalização Financeira da Câmara], afirmando que os procedimentos observaram integralmente a legislação de regência, não havendo qualquer vício formal ou material”, completou.

Antes da apresentação da manifestação, um oficial de Justiça tentou intimar o deputado por cinco vezes, mas ele não foi encontrado. Frias está em viagem ao exterior, mas não foi autorizado pela Câmara a deixar o país.

O filme que retrata a vida política de Bolsonaro veio à torna após o site The Intercept revelar que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) pediu dinheiro ao banqueiro Daniel Vorcaro para financiar as gravações.

Após a divulgação da conversa entre Flávio e Vorcaro, ocorrida em novembro do ano passado, o senador negou ter combinado qualquer vantagem indevida com o banqueiro e disse que os recursos eram privados.

Desenrola 2.0 leva 1,4 milhão ao app do FGTS

Por MRNews

O primeiro dia de liberação do uso do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) no Desenrola Brasil 2.0 levou 1,4 milhão de trabalhadores ao aplicativo do fundo nesta segunda-feira (25), divulgou nesta noite a Caixa Econômica Federal.

De acordo com o banco, os usuários acessaram o aplicativo para autorizar instituições financeiras a consultar o saldo disponível para a renegociação de dívidas.

Fila no app

O alto volume de acessos provocou instabilidade e filas virtuais no aplicativo FGTS ao longo do dia. Após alguns minutos de espera, alguns acessos exigiram atualização do aplicativo antes da consulta.

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Como funciona

A nova modalidade permite usar até 20% do saldo do FGTS ou R$ 1 mil, o que for maior, para quitar ou amortizar dívidas renegociadas no Desenrola 2.0.

O trabalhador precisa acessar o aplicativo FGTS e autorizar o banco a consultar os recursos disponíveis.

Segundo a Caixa, o uso do limite máximo não é obrigatório. O valor efetivamente utilizado poderá ser definido durante a negociação com a instituição financeira.

Limite das dívidas

As operações renegociadas pelo programa terão limite de R$ 15 mil por beneficiário em cada instituição financeira.

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No caso de um trabalhador com R$ 100 mil no FGTS, ele poderá utilizar até R$ 20 mil, equivalente a 20% do saldo total. Se tiver dívidas em mais de um banco, poderá dividir o valor entre diferentes instituições, respeitando o teto de R$ 15 mil por banco.

Contrato em 30 dias

Após a autorização no aplicativo, os bancos terão até 30 dias para formalizar os contratos com a Caixa. Concluída a validação, o valor será transferido diretamente para a instituição financeira responsável pela dívida.

Segundo a Caixa, ainda não há estimativa do total de recursos que efetivamente será usado nas renegociações.

Isso porque a autorização concedida no aplicativo não significa contratação automática da operação.

Saque-aniversário

Paralelamente ao Desenrola 2.0, a Caixa antecipou para esta segunda-feira o pagamento de valores desbloqueados do saque-aniversário do FGTS.

Ao todo, serão liberados R$ 8,5 bilhões para cerca de 10,5 milhões de trabalhadores.

Os créditos são destinados a trabalhadores que aderiram ao saque-aniversário e tiveram o contrato de trabalho suspenso ou encerrado entre janeiro de 2020 e dezembro de 2025.

Quem recebe

Os depósitos serão feitos automaticamente nas contas cadastradas no aplicativo FGTS.

Quem não possui conta cadastrada poderá sacar os valores presencialmente em:

  • agências da Caixa;
  • casas lotéricas;
  • terminais de autoatendimento.

Os saques presenciais poderão ser realizados até 1º de junho de 2026.

Moraes mantém prisão de condenados pelo assassinato de Marielle Franco

Por MRNews

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu nesta segunda-feira (25) manter a prisão dos acusados pelo assassinato da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes, ocorrido em 2018.

Com a decisão, continuarão presos o conselheiro do Tribunal de Contas do Rio de Janeiro (TCE-RJ) Domingos Brazão, o ex-chefe da Polícia Civil do Rio de Janeiro Rivaldo Barbosa, o major da Policia Militar Ronald de Paula e o ex-policial militar Robson Calixto.

Moraes entendeu que a prisão preventiva dos acusados deve ser mantida. A decisão foi motivada por um pedido de soltura feito pelas defesas dos acusados. 

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“Não houve nenhum fato superveniente que alterasse a situação processual analisada pela Primeira Turma no momento do julgamento da ação penal, razão pela qual, deve ser mantida a custódia preventiva até o trânsito em julgado”, decidiu o ministro.

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Em fevereiro deste ano, os acusados foram condenados pela Primeira Turma da Corte. Os irmãos Domingos e Chiquinho Brazão, que é ex-deputado federal, foram condenados a 76 anos de prisão. Chiquinho está em prisão domiciliar por questões de saúde.

Rivaldo recebeu pena de 18 anos de prisão. Ronald cumpre 56 anos de prisão, e Robson Calixto foi condenado a 9 anos. 

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Brasil amplia agenda de integração com o continente

Por MRNews

Esta segunda-feira (25) marca o Dia da África, continente com o qual o Brasil tem intensificado as relações no atual governo de Luiz Inácio Lula da Silva. O movimento faz parte de um esforço para diversificar os parceiros comerciais, além de reforçar laços culturais, diplomáticos, científicos e históricos com os africanos. 

Lula fez sete viagens à África na atual gestão, sendo duas à África do Sul, além de Angola, São Tomé e Príncipe, Egito, Etiópia e Moçambique. Nos últimos três anos, o Brasil tem firmado acordos com países africanos em áreas como agricultura, aviação civil, defesa, saúde, educação, turismo, entre outros. 

Pelo outro lado, Lula recebeu neste mandato, em Brasília, seis chefes de Estado africanos, entre eles, o presidente Patrice Talon, do Benim, Bola Tinubu, da Nigéria, e João Lourenço, de Angola, resultando na assinatura de acordos e memorandos de entendimento. 
 

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Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante encontro com o presidente da República da África do Sul, Cyril Ramaphosa. – Ricardo Stuckert/PR

Relações históricas

O Brasil foi o país que mais recebeu africanos escravizados, cerca de 4,8 milhões dos 12 milhões de seres humanos sequestrados do continente africano entre os séculos 16 e 19. 

A ligação entre Brasil e Angola no período colonial era tão intensa que, quando Dom Pedro I declarou independência, a elite comercial que vivia em Luanda e Benguela, cidades portuárias controlada pelos portugueses, passou a defender a anexação de Angola ao Brasil recém-independente. 

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Buscando estreitar as relações com Angola para além do petróleo e do agro, o Ministério da Cultura do Brasil assinou acordos com Angola, em abril deste ano, para integrar arquivos históricos sobre a escravidão nos dois países, além de cooperação maior na cultura e nas artes. 

O secretário de África e Oriente Médio do Ministério das Relações Exteriores (MRE), embaixador Carlos Sérgio Sobral Duarte, explicou à Agência Brasil que o maior protecionismo dos países desenvolvidos, além das afinidades histórico-culturais do Brasil com a África, contribuem para ampliar as parcerias com o continente.

“É um continente muito variado e com muitas oportunidades econômico-comerciais que o Brasil tem procurado aproveitar. No contexto atual, de fechamento maior dos países desenvolvidos em geral, faz mais ainda sentido buscar uma diversificação. Os países africanos são um mercado, em termos de população, potencial e de juventude, realmente muito grande”, disse o embaixador.

O diplomata lembrou que a África tem apresentado boas taxas de crescimento com 1,5 bilhões de habitantes, sendo mais de 60% com menos de 25 anos.

Para marcar o Dia da África, o Itamaraty realiza hoje o um seminário sobre parceria entre os países. Ainda nesta segunda-feira, o presidente Lula participa do 1º Fórum de Reitores Brasil-África, organizado pelo Ministério da Educação (MEC).

Representante africano no Brasil

Na cerimônia no Itamaraty neste Dia da África, o decano do corpo diplomático africano em Brasília, embaixador de Camarões, Martin Agbor Mbeng, agradeceu o voto do Brasil na ONU para reconhecer a escravidão de africanos como maior crime contra humanidade da História. 

Para o diplomata camaronês, instituições brasileiras como Fiocruz, Embrapa, CNPq e o Instituto Brasil-África têm muito a contribuir com o continente africano.

“[Essas instituições] têm capacidade para construir programas com parceiros africanos, não para a África, mas com a África. Essa distinção é importante. Uma verdadeira parceria significa planejamento compartilhado, responsabilidade e prestação de contas compartilhadas”, acrescentou Mbeng.

Mbeng também elogiou a postura do Brasil de defender o sistema multilateral de comércio baseado em regras, em especial, na Organização Mundial do Comércio (OMC), que vem sendo esvaziada por atuação dos Estados Unidos.  

Relações comerciais

Apesar da relação histórica, a África respondeu por apenas 5,70% do fluxo comercial do Brasil em 2025, somando US$ 23,7 bilhões de corrente comercial, com um superávit de US$ 7,2 bilhões a favor da balança brasileira.

Em comparação, a Europa representa 31,95% do nosso comércio exterior e a América do Sul é responsável por 17,28% do comércio internacional brasileiro.

O secretário do Itamaraty para África, embaixador Carlos Sérgio Sobral Duarte, destacou que, nos últimos anos, o comércio com a África vem melhorando, mas defende que pode crescer muito mais.

“Existe um certo desconhecimento que também precisa ser vencido, de oportunidades lá e de oportunidades aqui. Esses eventos que realizamos complementam essa atividade política, a começar pelo presidente e os agentes políticos do governo”, completou o embaixador.

Desde 2020, primeiro ano da pandemia, o comércio do Brasil com a África cresceu 52%, apesar da queda de 2,3% em 2025, se comparado com 2024. Se comparado com 2023, primeiro ano do governo Lula, o crescimento do comércio com o continente aumentou 16%.

Panorama

A professora de relações internacionais da Universidade Federal da Bahia (UFBA) Elga Lessa de Almeida destacou que a conjuntura atual é menos favorável para integração Brasil-África devido às condições econômicas.

“[Nos primeiros governos Lula] a linha de financiamento de internacionalização das empresas, sobretudo do setor de infraestrutura, como Petrobras e Odebrecht, conseguiam recursos para sua atuação nesses países. Isso a gente já não observa tanto”, apontou.

O presidente Lula vem defendendo o retorno da atuação da Petrobras e do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) na África, por meio de investimentos e parcerias, como falou durante viagem que fez à Moçambique, em novembro de 2025. 

Para a professora Elga Lessa, os aportes não são tão significativos como nos primeiros governos petista. “No atual momento econômico, você não tem um aporte tão expressivo na cooperação para o desenvolvimento para grandes projetos dentro do continente”, completou.

O pesquisador do Núcleo de Estudos Sobre África, Ásia e Relações Sul-Sul (NIEAAS) Eden Pereira Lopes da Silva avalia que, entre 2017 e 2022, houve um fim da política do Brasil para África que vinha sendo construída desde o final da década de 1970.

“Acho que o governo Lula 3 conseguiu, digamos, com algum sucesso, retomar esses laços e esse diálogo com alguns países no continente africano”, explicou o especialista da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

Ciência e tecnologia

Cerimônia de abertura do Seminário Brasil-África 2026: Parcerias em movimento  – Maria Mesquita/MRE

O Ministério da Ciência e Tecnologia (MCTI) anunciou, nesta segunda-feira, o relançamento do Programa de Cooperação Afro-Brasileira em Ciência e Tecnologia ProÁfrica, que desde 2011 estava sem editais lançados.

A iniciativa liderada pelo CNPq deve investir R$ 25 milhões no fortalecimento da cooperação científica, tecnológica e de inovação entre o Brasil e os países africanos em meio ambiente, sustentabilidade, alimentação, agricultura, energia, recursos naturais, saúde e cultural.

A ministra Luciana Santos afirmou que o edital foi possível graças à decisão do presidente Lula de liberar recursos para ciência, tecnologia e inovação.

“Queremos ser um instrumento concreto desse compromisso do nosso governo, aproximando as comunidades científicas, desenvolvendo tecnologias conjuntamente e criando soluções inovadoras que respondam aos desafios comuns que temos no Brasil e no continente africano”, disse Luciana no Seminário do Dia da África, no Itamaraty.

Em abril deste ano, o MCTI havia publicado outro edital com investimentos de R$ 50 milhões em capacitação de aproximadamente 2 mil técnicos, pesquisadores, estudantes e agricultores para promoção de soluções baseadas em ciência e tecnologia para produtividade agrícola e segurança alimentar.

O pesquisador da IRFJ Eden Pereira ponderou que a agenda brasileira deve priorizar a cooperação no combate aos impactos da mudança climática na agricultura.

“O Brasil tem empresas como a Embrapa que podem desenvolver soluções no sentido de elevar a capacidade agrícola de alguns países na África que enfrentam o dilema de terem capacidade produtiva na agricultura restringida”, comentou.

Explosão em mina de carvão na China mata 82 pessoas

Por MRNews

Oitenta e duas pessoas morreram em uma explosão de gás em uma mina de carvão na província de Shanxi, no Norte da China, o acidente de mineração mais mortal do país desde pelo menos 2009.

A explosão de gás ocorreu no final da sexta-feira (22) na mina de carvão Liushenyu, no condado de Qinyuan, com 247 trabalhadores em serviço no subsolo, informou a mídia estatal Xinhua.

A mina é operada pelo Shanxi Tongzhou Group Liushenyu Coal Industry, criado em 2010 e controlado pelo Shanxi Tongzhou Coal Coking Group, de acordo com o banco de dados corporativo Qichacha.

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As operações de resgate estavam em andamento e a causa do acidente estava sendo investigada, de acordo com a autoridade local de gerenciamento de emergências em Qinyuan. Shanxi é o coração da mineração de carvão da China.

O presidente Xi Jinping pediu às autoridades que “não poupem esforços” no tratamento dos feridos e na realização de operações de busca e resgate, ao mesmo tempo em que ordenou uma investigação minuciosa sobre a causa do acidente e uma rigorosa responsabilização de acordo com a lei, segundo a Xinhua.

O primeiro-ministro Li Qiang pediu a divulgação oportuna e precisa das informações, além de responsabilização rigorosa.

A China reduziu significativamente as mortes em minas de carvão – geralmente causadas por explosões de gás ou inundações – desde o início dos anos 2000 por meio de regulamentações mais rigorosas e práticas mais seguras.

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Em 2009, uma explosão de carvão e gás na província de Heilongjiang matou 108 pessoas e feriu 133.

Os executivos da empresa responsável pela mina foram detidos, informou a Xinhua.

As autoridades da província de Shanxi enviaram para o local sete equipes médicas e de resgate, totalizando 755 pessoas, informou o departamento de gerenciamento de emergências de Qinyuan.

Colaborou Fabiola Arámburo, da Cidade do México*

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continente aproveita ascensão da China e mira progresso

Por MRNews

Esta segunda-feira (25) marca o Dia da África: continente que vem aproveitando a ascensão da China para perseguir o próprio desenvolvimento, em especial, por meio de parcerias na construção de infraestruturas de transporte, energia e indústrias. Em resposta, os Estados Unidos (EUA) tentam concorrer com Pequim no continente, enquanto lideranças africanas buscam protagonismo no cenário global.

O deslocamento do centro da economia global da Europa e dos Estados Unidos para a Ásia, por meio da ascensão da China, tem transformado os países africanos, que têm no gigante asiático o principal parceiro comercial, com US$ 295 bilhões comercializados em 2024, 6% a mais do que no ano anterior.

Com 1,5 bilhão de habitantes, sendo 60% abaixo dos 25 anos, a África tem a China como principal parceiro comercial há 17 anos. Um dos exemplos dessa cooperação é o Parque Industrial PK24, nos arredores de Abdjan, capital da Costa do Marfim, construído em parte pela China Light Industry Nanning Design Engineering.

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“A unidade tem capacidade para processar 50 mil toneladas de cacau anualmente e armazenar 140 mil toneladas. Trata-se de um marco importante na jornada do país para avançar na cadeia de valor global”, escreveu o Observatório da China, de Portugal.

O pesquisador do Núcleo de Estudos Sobre África, Ásia e Relações Sul-Sul (NIEAAS) Eden Pereira Lopes da Silva explicou à Agência Brasil que os projetos da China buscam conectar zonas importantes dentro do continente.

“Não são projetos apenas de cooperação industrial, mas também, sobretudo, áreas que, no futuro, possam ser usadas para integrar uma grande rede de corredores comerciais que os chineses estão planejando, principalmente por via marítima por meio de grandes portos, além de renovação de ferrovias”, explicou o historiador da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

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Em 2025, a África liderou o destino dos investimentos chineses da Nova Rota da Seda, projeto liderado por Pequim para integrar o comércio do país asiático com outras 150 nações. Dos US$ 213 bilhões do ano passado, US$ 61,2 bilhões foram para o continente africano.

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“Um aumento de 283% [se comparado com o ano anterior]; os países com maior engajamento em construção foram Nigéria (US$ 24,6 bilhões), e República do Congo (US$ 23,1 bilhões)”, calculou a organização de pesquisas de Xangai The Green Finance & Development Center.

Elga Lessa de Almeida, professora de relações internacionais da Universidade Federal da Bahia (UFBA) – Foto: Arquivo pessoal

A professora de relações internacionais da Universidade Federal da Bahia (UFBA) Elga Lessa de Almeida avalia que a China é um parceiro mais vantajoso do que as potências europeias, que colonizaram a África, ou do que os Estados Unidos.

“A China chega através de uma presença que é mais diplomática, mais a partir da economia, do que uma presença mais imposta militarmente, como é mais a presença dos EUA”, disse a especialista.

Em entrevistas que realizou em Moçambique e Angola, Elga Lessa conta que seus interlocutores afirmam que, diferentemente dos países europeus, os chineses, nos negócios, não determinam onde devem investir o dinheiro.

“São os africanos que vão dizer o que precisam e a China avalia se concede ou não o aporte financeiro. É uma forma de dar mais autonomia para as lideranças africanas”, acrescentou.

Rússia

Além da China, outro parceiro dos países africanos que tem se destacado nos últimos anos é a Rússia, que está à frente mesmo dos EUA nas relações com o continente, segundo o pesquisador Eden Pereira.

“A África carece de infraestrutura energética e, por isso, a China, mas também a Rússia, tem investido pesadamente no desenvolvimento de energia de centrais elétricas e também nuclear. A Rússia, recentemente, fez acordos com Etiópia para desenvolver usina nuclear”, contou.

Angola

A relação da China com Angola se desenvolveu por meio de empréstimos depois da guerra civil (1975-2002) que dilacerou a antiga colônia portuguesa após a independência, em 1975.

A professora da UFBA Elga Lessa de Almeida conta que os europeus não quiserem emprestar ao país, que recorreu à China. O país firmou um financiamento que seria pago por meio do petróleo angolano. Por anos, mais de 60% do total do petróleo de Angola iam para o gigante asiático.

“Essa relação, durante muito tempo, foi uma relação de dependência. Só que Angola começou a ter um planejamento de pagamento, e a dívida foi reduzindo-se bastante. O país criou consciência de que precisava sair da dependência do petróleo”, ressaltou.

Segundo Elga Lessa, Angola começou a investir em refinarias e, a partir de 2020, iniciou a construção da segunda unidade, que foi concluída em 2025, em Cabinda, 50 anos após a primeira refinaria, de Luanda. Há ainda outras duas planejadas, uma em construção, em Lobito, e outra na fase de projeto, em Soyo.
 

Luanda, capital da Angola – Foto: Reuters/Kristin Palitza/Arquivo/Proibida reprodução

Endividamento e interesses da China

O endividamento dos países africanos em relação à China pode preocupar a depender do nível de comprometimento do orçamento fiscal com o pagamento desses empréstimos, avalia Eden Pereira Lopes da Silva. Porém, o historiador pondera que esses empréstimos deixam benefícios de longo prazo.

“É um endividamento para construção de infraestrutura, o que é diferente dos endividamentos para consumo, como importação de bens e serviços”, afirmou.

Para Silva, a China tem interesse no continente africano na expectativa de criar mercados para seus produtos. “A China enxerga a criação de grandes mercados para os quais eles possam operar não apenas com bens, mas também serviços”, completou.

Estados Unidos

A expansão da influência chinesa na África tem despertado preocupação em Washington, que lançou iniciativas para competir com gigante asiático, em especial, no acesso a minerais críticos e terras raras, insumos decisivos nos setores de tecnologia de ponta, defesa militar e transição energética.

Estima-se que cerca de 30% desses minerais estejam na África, aguçando a disputa das duas grandes potências. O acordo de paz intermediado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, entre a República Democrática do Congo (RDC) e Ruanda teve, como contrapartida, o acesso ao cobalto congolês.
 

Garimpeiros trabalham em Tilwizembe, uma antiga mina industrial de cobre e cobalto, nos arredores de Kolwezi, capital da província de Lualaba, no sul da República Democrática do Congo – Foto: Reuters/Kenny Katombe/Arquivo/Proibida reprodução

A República Democrática do Congo detém cerca de 70% da produção desse minério fundamental para fabricação de baterias de celulares e carros elétricos.

“Os EUA têm investido pesadamente para controlar os setores de matérias-primas e de produtos básicos do continente africano, sobretudo de minerais críticos. O acordo entre Congo e Ruanda envolveu a exploração de minerais críticos dentro do Congo por parte de empresas estadunidenses e canadenses”, contou Eden Pereira.

A nova doutrina de segurança nacional do governo de Donald Trump definiu que os EUA devem mudar a política em relação à África, focada, até então, mais em ajuda externa de perfil humanitário.

“[Devemos fazer uma transição] para uma relação focada em comércio e investimento, favorecendo parcerias com países capazes e confiáveis, comprometidos em abrir seus mercados para bens e serviços americanos”, diz o documento da Casa Branca.

Para contrabalançar a influência da China no continente, os EUA investiram na revitalização do projeto ferroviário do Corredor de Lobito, em Angola. Inicialmente, o projeto foi financiado pelos chineses.

“Em resposta [ao financiamento da China], em dezembro de 2024, o presidente dos EUA, Joe Biden, visitou Angola, onde anunciou um investimento de US$ 600 milhões no Corredor de Lobito como alternativa ao financiamento chinês”, destaca artigo publicado na revista de negócios internacionais AIB Insights, dos EUA.
 

Moradores locais caminham ao lado de trens na Estação de Lobito, que faz parte da linha ferroviária de Benguela, em Lobito, oeste de Angola. A ferrovia, parte do Corredor de Lobito, é um elo de transporte fundamental para o comércio regional – Foto: Reuters/Cesar Muginga/Arquivo/Proibida reprodução

Diferença entre China e EUA

O pesquisador da URFJ Eden Pereira Lopes da Silva ressalta as diferenças entre as atuações da China e dos EUA no continente africano, com Washington focando mais em questões de defesa e segurança ou na extração de matérias-primas em estado bruto.

“São ações que não geram o desenvolvimento efetivo de infraestrutura em várias dessas áreas porque o único ganho que eles obtêm, por vezes, se restringe ao âmbito da estabilidade política e da segurança”, disse.

Silva cita o caso da Nigéria, que firmou parceria com os EUA para combate a grupos terroristas que atuam no país. “Por vezes, esses acordos unilaterais são bastante danosos, sobretudo no sentido de que eles não resolvem os conflitos políticos internos”, acrescentou.

 

Movimentação em uma das ruas da cidade de Lagos, na Nigéria – Foto: Reuters/George Esiri/Arquivo/Proibida reprodução

Protagonismo africano

Os especialistas consultados pela Agência Brasil acrescentaram que os países africanos atuam para aumentar sua autonomia e soberania frente a uma ordem internacional em transformação.

A União Africana (UA), com sede na Etiópia, é um dos instrumentos da soberania africana. A entidade substituiu a Organização da Unidade Africana, fundada em 25 de maio de 1963, data que marca o Dia da África. Neste ano, a UA escolheu a água e o saneamento básico como temas prioritários.

Em 2013, a União Africana lançou a Agenda 2063, com metas de unidade e integração a serem alcançadas em um intervalo de 50 anos. Segundo a professora da UFBA Elga Lessa de Almeida, há dois grandes objetivos dessa agenda.

“A criação de um mercado comum, de uma zona de livre comércio a maioria dos países africanos, e também a criação de infraestrutura logística que permita essa integração da economia interna da África”, comentou.

Em 2021, a Zona de Livre Comércio Continental Africana (AfCFTA) entrou em vigor, abrangendo 54 dos 58 países do continente, com redução de taxas alfandegárias, estimulando o comércio entre países africanos, que representa cerca de 15% a 20% do comércio total do continente.

Para o historiador Eden Pereira, os países africanos estão em uma situação mais vantajosa hoje do que no período pós-independência, na segunda metade do século 20, quando se libertaram do colonialismo europeu.

“Essa transição sistêmica na ordem internacional favorece os países do continente africano no estabelecimento da sua soberania”, avaliou.

O pesquisador cita a Etiópia (foto principal), a África do Sul, a Nigéria e o Egito como exemplos de países com maior autonomia de ação no cenário global.

“África do Sul e Etiópia são os dois atores com maior margem de manobra perante as grandes potências. A África do Sul porque herdou alguma infraestrutura política e econômica do império britânico e conseguiu manter. A Etiópia porque nunca foi colonizada pelos países europeus”, avalia.
 

Vista da cidade de Durban, na África do Sul – Foto: Reuters/Rogan Ward/proibida a reprodução

Contexto histórico

Para entender o continente africano hoje, Eden Pereira destaca que é importante voltar na história. Entre os séculos 16 e 19, a África mantinha relações com a Europa baseadas, principalmente, no comércio de pessoas escravizadas. Esse comércio moldou os reinos e Estados africanos do período.

“Apesar de não existir efetivamente uma colonização nesse período, existia a presença militar dos europeus. O continente africano foi reorganizado para funcionar em favor do sistema capitalista que estava emergindo dentro da Europa Ocidental”, lembrou.

A partir da segunda metade do século 19, a Europa passa a colonizar diretamente a África, aumentando as consequências negativas da exploração do continente.

“É importante dizer que essa dominação e essa conquista ocorrem através de várias guerras até a partilha da África entre os impérios coloniais europeus no Congresso de Berlim [1884-1885]”, acrescentou o pesquisador.

A partir das décadas de 1950 e 1960, os países africanos iniciam o processo de descolonização, tanto por meio de guerras de liberação, quanto por processos acordados com as antigas colônias.

Mesmo com as independências, os países mantêm uma relação desigual com as antigas metrópoles, modelo chamado por analistas de neocolonialismo.

“Eles, principalmente França e Reino Unido, conseguiram, através de instrumentos políticos e diplomáticos, manter, ainda que não totalmente, mas parcialmente, a sua hegemonia sobre algumas das suas ex-colônias”, conta o historiador da UFRJ.

Eden Pereira explica que, ao sair do colonialismo, os países africanos careciam de indústrias e serviços públicos básicos, como escolas e hospitais. “Ainda hoje a situação é bastante difícil, mas nas décadas de 50 e 60 era algo muito pior”, concluiu.
 

Países discutem solução para combustível fóssil e desmatamento ilegal

Por MRNews

As presidências da 30ª e da 31ª Conferência da ONU sobre Mudanças Climáticas (COP) apresentaram, na Dinamarca, na última semana, a proposta preliminar para o Acelerador Global de Implementação Climática.

A iniciativa lançada em novembro de 2025, em Belém, durante a COP30 sob a presidência do Brasil, prioriza ações com maior potencial, com capacidade de ganhar escala global e com mais velocidade de entrega de soluções de combate às mudanças do clima.

Na prática, a intenção é transformar o debate de textos jurídicos em execução de soluções rápidas e reais na próxima conferência do clima, a ser promovida em conjunto com Turquia e Austrália (copresidentes da COP31), em Antália (Turquia), em novembro deste ano.

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A apresentação a representantes de cerca de 40 países deste diferencial estratégico, com maior pragmatismo econômico, ocorreu durante a reunião Ministerial do Clima de Copenhague, tradicionalmente realizada na capital dinamarquesa.

O encontro de alto nível é o último antes das sessões de meio de ano da Conferência da ONU sobre Mudanças Climáticas, em Bonn, na Alemanha, preparatórias para as COPs.

Integrante da delegação brasileira, a CEO da COP30, Ana Toni, explicou, que o Acelerador é um mecanismo cooperativo e voluntário com o maior potencial de desencadear e produzir efeitos em cadeia. 

“A proposta é acelerar soluções, como tecnologias, procedimentos e metodologias, incluídas em Planos de Aceleração de Soluções nas diferentes iniciativas e objetivos da Agenda de Ação”, disse Ana Toni.

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Mapas do Caminho

Os chefes de delegação também debateram temas como os Mapas do Caminho (Roadmaps) da Presidência da CPO30 sobre combustíveis fósseis e desmatamento até 2030, como acordado na COP28, em Dubai, em 2023.

Ao todo, a Presidência da COP30 recebeu 444 contribuições para os mapas do caminho internacionais sobre combustíveis fósseis e desmatamento, após consulta realizada entre fevereiro e abril. 

O presidente da COP30, embaixador André Corrêa do Lago, garante que são conhecidas as soluções científicas e de invenção de novas tecnologias necessárias para limitar o aquecimento global à meta mais segura do Acordo de Paris (1,5°C acima dos níveis pré-industriais), mas que o desafio da crise climática envolve financiamento e transferência de tecnologia que permitam aos países implementar essas mudanças a tempo.

“A Presidência da COP30 está se esforçando para trazer as melhores informações para que os debates sobre desmatamento e combustíveis fósseis tenham o melhor embasamento possível. Assim, os caminhos que forem traçados serão viáveis e permitirão acelerar o combate à mudança do clima”, disse o diplomata André Corrêa do Lago.

Durante os dois dias de sessões, também foram abordados temas como a implementação das Contribuições Nacionalmente Determinadas (NDCs), o futuro do regime climático e adaptação aos impactos da mudança do clima.

Autocrítica

Sobre o chamado “regime climático”, que é o conjunto de regras, tratados e conferências internacionais que gerenciam a crise climática global, a diretora de Clima da Secretaria de Clima, Energia e Meio Ambiente do Ministério das Relações Exteriores (MRE) do Brasil, a embaixadora Liliam Chagas, entende que há um movimento de amadurecimento dos países para que as negociações durante as COPs sejam mais focadas.

A autocrítica dessas nações tem feito, de forma mais organizada, que estes países se concentrem em avançar, efetivamente em temas relativos à redução das emissões de gases de efeito estufa.

“O regime está passando por uma fase de transição, da negociação, dos compromissos, para uma fase de implementação daquilo que já foi acordado”, destaca a embaixadora brasileira.

A diretora ressalta que dez anos após o Acordo de Paris, adotado em 2015, durante a COP21, os países ainda mantêm e reforçam os compromissos de desenvolver políticas de combate à mudança do clima, planos nacionais de adaptação e de trabalhar para ter recursos financeiros globais que custeiem a transição para uma economia de baixo carbono. 

Dino nega pedido de soltura de Deolane Bezerra

Por MRNews

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino, negou pedido de soltura da influenciadora Deolane Bezerra, presa na última quinta-feira (21) na Operação Vérnix, que investiga lavagem de dinheiro da organização criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC).

A decisão do ministro, assinada ontem (23), foi publicada neste domingo (24). Na sentença, Dino disse que o STF não é a instância correta para o pedido de liberdade da influenciadora, presa por decisão em primeira instância.

“Observo que o ato atacado consiste em decisão proferida em primeiro grau de jurisdição, contra a qual cabível meio adequado de impugnação, observados seus pressupostos de admissibilidade.”

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O ministro ressaltou ainda que, mesmo o STF fosse a instância adequada de julgamento, não concordaria com a soltura.

“De qualquer maneira, ainda que superado referido óbice, não detecto manifesta ilegalidade ou teratologia hábil à concessão da ordem de habeas corpus de ofício. Ante o exposto, nego seguimento à presente reclamação”.

Memória

Deolane Bezerra foi presa em casa, uma mansão que fica em Alphaville, bairro que concentra condomínios luxuosos em Barueri, na Grande São Paulo. Segundo as investigações, a influencer recebia valores provenientes de uma transportadora criada pelo PCC, com sede em Presidente Venceslau (SP), e fazia a lavagem do dinheiro da organização criminosa.

A advogada e influenciadora digital foi transferida na manhã desta sexta-feira (22) da Penitenciária Feminina de Santana, na zona norte de São Paulo, para a Penitenciária Feminina da cidade de Tupi Paulista (SP), distante cerca de 667 km da capital paulista. Com capacidade para 714 detentas, atualmente a unidade abriga 873 presas.

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Deolane foi presa pela primeira vez em setembro de 2024, durante desdobramentos da Operação Integration. Ela foi detida em Recife pela Polícia Civil, que investigava um esquema de lavagem de dinheiro e jogos ilegais.

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Quem é Deolane

Deolane Bezerra tem 38 anos, e é famosa na internet, conhecida por ostentar sua riqueza nas redes sociais, com mais de 20 milhões de seguidores. 

Ela ficou conhecida após a morte trágica de seu então marido, o funkeiro MC Kevin, em maio de 2021, que caiu da varanda do quinto andar de um hotel no Rio de Janeiro.

Ela estava hospedada junto de Kevin no mesmo hotel. As investigações da polícia concluíram que a morte do cantor foi resultado de um acidente. O caso foi arquivado.

Após o episódio, a advogada criminalista ganhou fama e fechou grandes contratos de publicidade.

O forte engajamento na internet levou Deolane para a TV e para o universo publicitário. Ela participou de um reality show e teve presença constantes em programas de TV em vários canais.

Mãe de três filhos, ela foi presa em 2024, no Recife (PE), pela Polícia Civil em operação que investigava um sistema de lavagem de dinheiro do crime organizado. A influenciadora era suspeita de participar do esquema.